O Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) combateu 5.473 incêndios urbanos e florestais entre 1º de janeiro e 22 de outubro de 2026. O número representa um aumento de 540% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram registradas 855 ocorrências.
Diante do crescimento expressivo dos incêndios e dos impactos da fumaça sobre a saúde e o bem-estar da população, os bombeiros intensificaram as ações de combate, prevenção e resposta às ocorrências em todo o estado.
O governador Roberto Cidade tem acompanhado e reforçado as medidas de enfrentamento aos incêndios, com o objetivo de ampliar a capacidade de resposta das equipes e superar o cenário crítico provocado pelo avanço das queimadas. Além das ações operacionais, o governador tem destacado a importância da participação da população, principalmente na prevenção e na denúncia de práticas criminosas que colocam em risco o meio ambiente e a saúde dos amazonenses.
“Estamos trabalhando para enfrentar esse momento difícil, reforçando as equipes, os equipamentos e a atuação integrada em todo o Amazonas. Nossa preocupação é proteger a população, reduzir os impactos da fumaça e garantir que os bombeiros tenham condições de agir com rapidez onde houver necessidade. Mas esse também é um trabalho que depende de todos. Pedimos que a população não provoque queimadas e denuncie qualquer atividade criminosa. Precisamos unir esforços para superar essa situação e proteger a vida dos amazonenses”, afirmou o governador Cidade.
Do total de ocorrências registradas em 2026, 1.581 foram incêndios urbanos e 3.892 florestais. Em 2025, no mesmo período, foram contabilizados 362 incêndios urbanos e 493 florestais. Os números demonstram a dimensão do desafio enfrentado pelas equipes e a necessidade de manter o trabalho intensificado de prevenção e combate.
As ações integram a Operação Amazonas+Verde, iniciada em maio pelo Governo do Amazonas. A operação reúne quatro eixos de atuação: enfrentamento aos ilícitos ambientais, educação ambiental, combate aos incêndios florestais e ampliação da capacidade de resposta operacional.
Entre junho, julho e agosto, as atividades de educação ambiental alcançaram mais de 43 mil pessoas. As equipes também atuam de forma imediata no combate aos focos de incêndio em 36 municípios. No lançamento da operação, foram entregues 20 novas viaturas, sendo 17 picapes equipadas com kits de combate a incêndio, além de 453 equipamentos multimissão destinados ao trabalho operacional.
Atualmente, cerca de 1.500 profissionais, entre bombeiros militares e brigadistas, atuam na Operação Amazonas+Verde. O trabalho também conta com o apoio do Governo Federal, que, a partir de 11 de outubro, enviou aeronaves para reforçar o combate aos incêndios florestais. Ao todo, são 18 aeronaves, sendo 16 federais e duas estaduais: oito aviões Air Tractor, dois KC-390 e oito helicópteros.
Restrição ao uso do fogo
Como parte das medidas para prevenir novos incêndios, o Governo do Amazonas estabeleceu, por meio do Decreto Estadual nº 55.751, de 10 de outubro de 2026, a proibição do uso do fogo por 120 dias em todo o estado. A medida busca reduzir o risco de queimadas e ampliar a proteção ambiental e da população durante o período crítico.
O governo reforça que a colaboração dos moradores é fundamental para evitar novas ocorrências. A população deve respeitar a proibição, não utilizar fogo para limpeza de terrenos ou queima de resíduos e denunciar suspeitas de queimadas criminosas aos órgãos competentes.
Expansão da capacidade operacional
Entre maio de 2025 e maio de 2026, o CBMAM ampliou de 11 para 25 o número de municípios com bases permanentes, mais que dobrando sua presença no interior do estado. A expansão permite aproximar as equipes das comunidades e reduzir o tempo de resposta às ocorrências.
Cada nova base recebeu uma viatura de combate a incêndio com capacidade para 10 mil litros de água, equipamentos e reforço de efetivo, além do apoio de brigadistas em parceria com as prefeituras.
A corporação também ampliou seu efetivo de 692 militares, em 2019, para 1.651, em 2026, após a realização de concurso público — o primeiro em 11 anos. O reforço de pessoal e de estrutura amplia a capacidade de atuação dos bombeiros diante do aumento das ocorrências e da necessidade de proteger a população amazonense.
























































