O fundador do Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (CEAP), professor doutor Babalawô Ivanir dos Santos, repudiou, nesta terça-feira (31/01), os ataques racistas contra o jogador de futebol Vinicius Jr, em que um boneco com a camisa do jogador aparece “enforcado” em uma ponte em Madri, na Espanha. O boneco foi pendurado simulando um enforcamento com uma faixa vermelha com os dizeres ‘Madri odeia o Real’.
Em texto enviado por sua assessoria, Ivanir salienta que o racismo está em todas as esferas sociais e repudia veementemente o ataque.
“Os casos de racismo contra Vini Jr. nos possibilita compreender que o racismo está em todas as esferas sociais, que o racismo não tem a ver com classe social, que o racismo é aliado do patriarcado branco e tem origem eurocêntrica. O jogador, que vem há muito tempo se posicionando contra o racismo dentro e fora do Brasil, infelizmente não será a única vítima desse nefasto e repugnante ato de violência. Por isso, manifesto total apoio e solidariedade a Vini Jr. e espero, assim como todas, todes e todos que buscam contribuir e se empenhar na luta antirracismo”, declarou o Prof. Dr. Babalawô Ivanir dos Santos, que é fundador do Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (CEAP), liderança que atua há 40 anos em prol das liberdades, dos direitos humanos, das pluralidades contra o racismo e a intolerância religiosa.
“Em nota, a LaLiga, responsável pela organização do Campeonato Espanhol, condenou o ataque e afirmou que vai investigar o caso. O caso está sob investigação, uma vez que se trata de “atitude perigosa, ofensiva e passível de processo criminal”. É muito pouco! A Comissão Estatal contra a Violência, o Racismo, a Xenofobia e a Intolerância no Esporte da Espanha, anunciou ontem, que aplicará punições a torcedores do Valladolid que proferiram insultos racistas contra Vinicius Junior. É quase nada! Real Madrid e CBF repudiaram o ato racista contra Vinícius Junior. E vão ficar só nisso?”, diz a nota.
“O racismo sofrido pelo jogador é, sem sombra de dúvidas, resquícios da colonialidade que ainda, hoje, sustenta o imaginário social de boa parte da sociedade brasileira que acredita na inferioridade das pessoas pretas, das pessoas indígenas, das pessoas LGBTQIAPN+. Racismo é crime”, declara a professora doutora Mariana Gino, secretária-geral do Centre International Joseph Ki-Zerbo pour l’Afrique et sa Diaspora/N’an laara an saara. (CIJKAD-NLAS).

























































