O Governo do Amazonas emitiu nota para informar que o Departamento de Polícia Técnico-Científica (DPTC) iniciou, nesta segunda-feira (20/07), os trabalhos periciais nas instalações da empresa onde ocorreu o vazamento de gás estireno, no Distrito Industrial, no dia 16 de julho.
Nesta primeira etapa, os peritos realizam uma avaliação preliminar com o objetivo de obter informações sobre o ocorrido, utilizando, entre os recursos empregados, drone para o levantamento e registro da área.
As análises periciais terão continuidade nos próximos dias. O laudo não tem prazo para conclusão em razão do volume de informações, que ainda serão levantadas e analisadas em conjunto com os vestígios encontrados no local. A perícia busca esclarecer as circunstâncias do sinistro, e todas as hipóteses relacionadas ao caso serão avaliadas tecnicamente.
Investigação
A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) também investiga o acidente, por meio de um Inquérito Policial (IP) instaurado, a ser conduzido pelo 2º Distrito Integrado de Polícia (DIP), para apurar todas as circunstâncias relacionadas ao fato, não sendo possível, no momento, a divulgação de mais detalhes, a fim de não comprometer o andamento das investigações.
Monitoramento
O Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) e o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) mantêm o acompanhamento diário das medidas que têm sido adotadas pela empresa, desde o início do vazamento.
O CBMAM segue atuando para manter o resfriamento do tanque até a desativação total do reservatório. No domingo (19/07), os Bombeiros contiveram o vazamento do gás, após trabalho ininterrupto de resfriamento do tanque afetado. Em análises realizadas no local não foi constatado qualquer resíduo do gás estireno, tanto no entorno como dentro da área que havia sido isolada.
Ainda na noite do domingo, equipes do órgão, Defesa Civil e técnicos da empresa fizeram uma nova análise da qualidade do ar acerca da presença do gás estireno em escolas e empresas do entorno, que não detectou a presença do gás. O monitoramento na região continuará de forma preventiva.
Com a emissão zero do produto na atmosfera, demonstrando não existir risco à saúde pública, as atividades das empresas no entorno da fábrica onde ocorreu o sinistro, além de escolas públicas e serviços públicos, que tiveram suas atividades paralisadas, voltaram ao funcionamento normal nesta segunda-feira.
O Ipaam realizou de forma independente e com apoio de uma empresa especializada em tecnologia territorial e sensoriamento remoto, a coleta das informações térmicas, por meio de drone com câmera termográfica, para serem analisadas pela equipe técnica do órgão ambiental.
A temperatura da parte central do tanque de monômero de estireno envolvido no vazamento de vapores registrado no Distrito Industrial I, em Manaus, apresentou redução após avaliação técnica realizada pelo órgão.
Além da avaliação térmica, equipes de químicos e técnicos do Ipaam permanecem acompanhando as medidas adotadas no local, incluindo as ações de contenção, o direcionamento dos efluentes gerados durante o resfriamento do tanque e os procedimentos executados para minimizar possíveis impactos ambientais.
Com a conclusão da etapa emergencial e o encerramento da reação química no tanque, o Instituto irá fiscalizar a desmobilização e retirada do reservatório afetado, além de acompanhar a destinação ambientalmente adequada do material remanescente armazenado no tanque e dos resíduos gerados durante o processo, incluindo o polímero resultante da reação química.
Também serão acompanhados o tratamento dos efluentes provenientes das ações de resfriamento e os procedimentos adotados para evitar novos impactos ambientais.
Impactos ambientais
Paralelamente, as equipes técnicas do Instituto realizarão a avaliação preliminar dos possíveis impactos ambientais decorrentes do incidente e poderão fundamentar a exigência de medidas de controle, recuperação ambiental ou outras providências previstas na legislação, caso sejam identificadas necessidades após a conclusão das avaliações técnicas.
No sábado (18/07), o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Amazonas (Crea-AM), por meio da Câmara Especializada de Engenharia Mecânica e Metalurgia, realizou a avaliação das condições do reservatório, onde não foram identificadas evidências aparentes de fissuras, trincas ou rachaduras que indiquem risco de rompimento do tanque.
Na sexta-feira (17/07), o Instituto autuou a unidade industrial em R$ 12,5 milhões por infração à legislação ambiental, em razão do vazamento de vapores de monômero de estireno. A penalidade foi aplicada com fundamento na Lei Federal nº 9.605/1998 (Lei de Crimes Ambientais), no Decreto Federal nº 6.514/2008, que regulamenta as infrações e sanções administrativas ambientais, e no Decreto Estadual nº 51.355/2025, que estabelece procedimentos de fiscalização e aplicação de penalidades ambientais no Amazonas.
A unidade industrial tem prazo de 20 dias, a contar da autuação, para apresentar defesa administrativa, conforme previsto na legislação ambiental.






















































