Conectar a formação em Medicina com o atendimento humanizado e o contato com a realidade das comunidades da Amazônia. Essa é a proposta de três ações que a Afya Faculdade de Ciências Médicas de Itacoatiara realiza neste mês de julho.
As ações iniciam nesta sexta-feira (03) no município de Silves (distante 149 km de Itacoatiara) com palestra sobre os cuidados e prevenção do chamado pé diabético, complicação da doença caracterizada por alterações nos pés causadas, principalmente, pela combinação de danos nos nervos e problemas na circulação sanguínea. Essas alterações aumentam o risco de feridas, infecções e, nos casos mais graves, amputações. Além da palestra, durante a ação o público passará para triagem e avaliação.
No sábado (04), os estudantes também realizam palestras, triagem e atendimento na comunidade do São Jorge, na zona rural de Itacoatiara. Já no dia 07 de julho, as ações serão realizadas na Associação dos Produtores Rurais também de Itacoatiara. No local, o público vai receber orientação sobre combate à violência contra a pessoa idosa.
“Quando a levamos os alunos para desenvolver atividades em comunidades, promovemos uma troca de conhecimento muito valiosa. Ao mesmo tempo em que a população recebe orientações e atendimentos em saúde, os futuros médicos ampliam sua visão sobre o cuidado integral, entendendo a importância da prevenção, da promoção da saúde e do respeito às particularidades culturais e sociais de cada território”, destaca a médica e coordenadora do curso de Medicina da Afya Itacoatiara, Bruna Borges.
Distante cerca de 270 quilômetros de Manaus, Itacoatiara é um polo estratégico de atendimento de saúde para municípios e comunidades do entorno como Silves, Itapiranga e Urucurituba, por exemplo. A unidade da Afya no município mantém convênios para o atendimento da rede pública de saúde. Na unidade são oferecidos os cursos de Medicina, Enfermagem, Biomedicina e Psicologia.
À frente da Coordenação de Pesquisa, Pós-Graduação, Extensão, Inovação e Internacionalização (COPPEXII) , Francenilda Gualberto ressalta que as ações ajudam os alunos a aprenderem a trabalhar a comunicação com a realização de palestras socioeducativas, a escuta sensível no contato com comunidades de realidades amazônicas como ribeirinhos e indígenas e desenvolvem um conhecimento que pode ser traduzido também em trabalhos acadêmicos. “Nós participamos do 12º Crenem (Congresso Regional Norte de Educação em Medicina) realizado em Macapá e tivemos dois trabalhos premiados. Além da participação em outros congressos nacionais e internacionais onde tivemos prêmios e menções honrosas em trabalhos que tinham como tema a saúde na Amazônia”, acrescenta.
Com informações da assessoria























































