Depois de diversas manifestações por conta dos atoleiros que se formaram ao longo da rodovia AM-010 (Manaus-Itacoatiara), o governador do Amazonas, Wilson Lima (UB), informou nesta quarta-feira (22/06) que determinou a retomada da obra milionária que custará aproximadamente R$ 366 milhões (recursos estadual e federal). A obra já é alvo de inquérito no Ministério Público Federal (MPF) por suspeita de irregularidades.
Wilson Lima disse que a obra será executada por uma nova construtora. Segundo ele, o consórcio anterior (AM-010) teve o contrato rescindido de forma amigável devido ao ritmo lento da intervenção. “A gente está trabalhando na base e sub-base. É por isso que a gente tem que tirar esse asfalto que estava aqui antes. Há 40 anos não havia nenhuma intervenção. O asfalto que estava aqui era uma vergonha. O que a gente vai colocar aqui não pode ter menos de cinco centímetros”, disse o governador, no trecho do Km 166 da rodovia.
A promessa de Wilson Lima é de que até o final do ano as obras sejam concluídas em cerca de 100 quilômetros da rodovia. A meta é a mesma que ele fez em agosto do ano passado, quando lançou a obra prometendo asfaltar 100 quilômetros até dezembro de 2021.
O projeto de modernização da AM-010 é de responsabilidade da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Região Metropolitana de Manaus (Seinfra) e prevê intervenção em 250 quilômetros da rodovia. Ele compreende o trecho que vai do Km 13 ao Km 263 e inclui terraplanagem, pavimentação, drenagem e sinalização. O investimento total planejado é de R$ 366 milhões.
“Até 20 de julho teremos dez frentes de trabalho para executar as obras da rodovia AM-010. É mais do que uma expectativa, é um planejamento que a gente tem para essa região”, explicou Carlos Henrique Lima, secretário de Infraestrutura. Antes da rescisão contratual, a obra estava sendo tocada pelo Consórcio AM, que venceu o processo licitatório. Formado pelas empresas Pomar Construções; Compasso Construções; Iza Construções; Ecoagro Comércio e Serviços e Best Construções, o grupo cumpria, entre outros, o requisito de capacidade técnica e econômica para execução de uma obra dessa complexidade.
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