Da redação*
O major da Polícia Militar do Amazonas Aldo Ramos da Silva Jr. teve artigo publicado, no último dia 3 de junho, no Fonte Segura, revista eletrônica do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, destacando o impacto da Base Fluvial Integrada Arpão na cidadania e na segurança das comunidades ribeirinhas do rio Solimões.
O texto, intitulado “Presença que Protege e Aproxima: O Impacto da Base Fluvial Arpão na Cidadania e Segurança das Comunidades do Solimões”, aborda a atuação da base como uma resposta estratégica do Estado à dinâmica do crime organizado na Amazônia, especialmente em rotas fluviais usadas para o tráfico de drogas, armas e outros ilícitos.
No artigo, o major Aldo, que é mestrando em Segurança Pública pelo Programa de Pós-Graduação em Segurança Pública da Universidade do Estado do Amazonas (PPGSP/UEA) e assessor de Operações em Áreas de Fronteira da Polícia Militar do Amazonas, assina a publicação ao lado do professor e Doutorando em Segurança Pública pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA) César Maurício de Abreu Mello, pesquisador da área de segurança pública.
A publicação ressalta que a Base Arpão I, implantada em Coari, no rio Solimões, consolidou um modelo de segurança adaptado à realidade amazônica, reunindo presença permanente do Estado, integração entre Forças de Segurança, inteligência, fiscalização e atuação operacional em áreas de difícil acesso.
Segundo o major Aldo, os resultados positivos registrados na região estão diretamente ligados à presença contínua do Estado em uma rota considerada estratégica para o crime organizado.
“Os resultados decorrem da presença permanente do Estado em uma rota estratégica do crime organizado. A combinação entre inteligência, integração das forças de segurança e fiscalização contínua elevou o risco para os criminosos e fortaleceu a segurança das comunidades ribeirinhas.”
O modelo da Base Arpão também já começa a inspirar outras iniciativas na Amazônia. De acordo com o major, a experiência amazonense serviu de referência para o Estado do Pará, que implantou bases fluviais em pontos estratégicos do seu território.
“O modelo da Base Arpão demonstrou que é possível adaptar a segurança pública às particularidades da Amazônia. O Estado do Pará, por exemplo, já implantou três bases fluviais, sendo elas: Candiru, em Óbidos; Antônio Lemos, no Furo do Tajapuru; e Baixo Tocantins, em Abaetetuba, todas inspiradas na experiência amazonense, evidenciando o potencial de replicação dessa estratégia em outras regiões amazônicas”, destaca o oficial.
No Amazonas, as bases fluviais estão posicionadas em regiões consideradas estratégicas para o monitoramento das principais rotas utilizadas por organizações criminosas.
“Atualmente, as bases estão posicionadas em pontos estratégicos das principais rotas fluviais utilizadas pelo crime organizado. No entanto, a expansão do modelo pode ocorrer sempre que os estudos de inteligência apontarem novas necessidades operacionais. Inclusive, neste final de semana, o secretário de Segurança Pública do Amazonas, coronel Paiva, esteve na Base Arpão II juntamente com o secretário Nacional de Fronteiras, Cel. Galvão, oportunidade em que foram apresentadas as capacidades operacionais do projeto e discutido o apoio federal para a construção e operacionalização de novas bases em outras localidades estratégicas do estado”, comentou Aldo.
A atuação da Base Arpão, além dos indicadores de apreensão e repressão ao crime, também é destacada pelo impacto social junto às comunidades ribeirinhas. O artigo aponta que a presença do Estado contribuiu para restabelecer a sensação de segurança, ampliar a tranquilidade cotidiana e reduzir a vulnerabilidade de populações historicamente isoladas.

O major Aldo afirma que acompanha a evolução do projeto desde sua implantação e que sua experiência no tema também passou a ser objeto de pesquisa acadêmica.
“Acompanhei a evolução do projeto ao longo dos anos, contribuindo em atividades de assessoramento, planejamento e coordenação operacional. Essa experiência permitiu observar de perto os impactos da Base Arpão na segurança pública e na proteção das comunidades ribeirinhas do Amazonas.
Atualmente, desenvolvo pesquisas acadêmicas juntamente com meu orientador, Cel. PM César Mello, sobre a atuação das bases fluviais no enfrentamento às facções criminosas, no âmbito do Programa de Pós-graduação em Segurança Pública da UEA, buscando compreender e aperfeiçoar esse modelo de segurança pública voltado à realidade amazônica”.
Artigo
No artigo publicado pelo Fonte Segura, os autores destacam que a Base Arpão I representa uma mudança de paradigma na segurança pública da Amazônia Ocidental, ao demonstrar que o enfrentamento ao crime organizado em áreas de difícil acesso exige soluções adequadas à geografia regional, com integração institucional permanente e interiorização do policiamento.
A publicação também aponta que, desde sua implementação, as ações articuladas na Base Arpão I resultaram na apreensão de toneladas de entorpecentes, armas, munições e combustíveis ilegais, gerando prejuízo financeiro direto ao crime organizado estimado em mais de R$ 100 milhões.
Veja o artigo na íntegra:


























































