Há exatamente um ano, quando Manaus era abatida pela variante Gama da Covid-19 e pela tristeza provocada pelas dezenas de mortes por falta de oxigênio hospitalar nas unidades públicas do Estado, o governador de São Paulo, João Dória (PSDB), prometia enviar, no dia seguinte (18/01), 50 mil doses das primeiras vacinas contra a Covid-19 disponíveis no Brasil. Na época, o primeiro imunizante autorizado foi a Coronavac, pelo Instituto Butantan.
“Amanhã pela manhã um avião levará 50 mil doses da vacina, independentemente da cota do Ministério da Saúde, para os profissionais de saúde do Amazonas”, disse o presidenciável no dia 17 de janeiro do ano passado.
As doses viriam em socorro aos profissionais de saúde do Amazonas, os primeiros a receberam o imunizante no estado, conforme o Plano Nacional de Imunização (PNI), do Ministério da Saúde. Um ano depois, nenhuma dose chegou ao estado amazonense conforme anunciado por João Dória.
Aliás, o governador João Dória chegou a justificar o atraso no envio das vacinas, em fevereiro de 2021, devido à falta de organização na condução da vacinação da capital com os famigerados fura-filas, em que pessoas que não integravam os grupos de prioridade na imunização receberam as primeiras doses. “Com a garantia das autoridades do Amazonas de que as vacinas vão chegar até quem mais precisa, o governo de São Paulo começa a enviar no final deste mês, de forma escalonada, lotes da vacina do Butantan contra Covid-19, até chegar a 50 mil doses”, justificou no dia 11 de fevereiro de 2021.
No dia 18 de janeiro de 2021, o Amazonas recebeu as primeiras 256 mil doses do imunizante enviadas pelo Ministério da Saúde (MS).




















































