Adroaldo Alexandre Arruda , advogado, pai de uma aluna vítima do atentado ocorrido ontem (10) dentro do Colégio Adventista de Manaus, disse em entrevista à TV Tiradentes, nesta terça-feira (11/04), que informou que há seis meses já havia avisado a direção da escola sobre um possível ataque do garoto de 12 anos, apreendido nesta terça-feira, após lesionar dois estudantes e uma funcionária dentro da escola.
“Infelizmente, há mais ou menos seis meses, eu e minha esposa procuramos a direção da escola em quatro oportunidades, comunicamos que esse garoto iria tomar uma atitude dessa natureza, desse porte. Eu como pai, pedi a expulsão do garoto, não fui atendido. E infelizmente também o que a minha esposa recebeu como resposta de um orientador foi: não, mãe, nós temos câmeras de segurança nas salas. E ela disse: professor, as câmeras vão segurar um agressor com uma faca? Taí, o resultado”, comentou o advogado, completando: “A minha filha está viva porque Deus não permitiu que nada mais sério acontecesse”.
Ataque
Ontem, por volta das 12h30, um garoto de 12 anos foi apreendido após realizar um atentado dentro do Colégio Adventista, localizada no bairro Cachoeirinha, zona sul de Manaus, nesta segunda-feira (10/04). A direção da escola confirmou que dois estudantes e uma funcionária foram lesionados na ação.
Kiky Anjos, conselheira tutelar da Zona Sul 1 e mãe de uma estudante do Colégio, informou que ao menos dez estudantes seriam alvos do garoto que praticou o atentado. “Ele estava com uma machadinha. E disse que iria ferir cinco colegas. E disse também que se fosse precisar enfrentar a polícia, ele iria enfrentar”, informou a conselheira.
Na mochila do estudante foram encontrados três coquetéis molotov e facas.
Em nota, a escola emitiu comunicado informando que o aluno feriu dois estudantes. “Prezados pais, o Colégio Adventista de Manaus informa que houve uma agressão física, hoje, 10 de abril de 2023, em sala de aula, onde um aluno, agrediu outros dois estudantes no ambiente escolar. Lamentamos profundamente o ocorrido e no momento a polícia está investigando o caso na escolas. As vítimas sofreram lesões superficiais e já foram atendidas e liberadas pelo Samu no local. Estamos dando suporte aos estudantes e aos familiares. As aulas estão suspensas e informamos que os filhos já estão liberados. Estamos dando todo o apoio as autoridades e nos colocamos à disposição para mais esclarecimentos. O retorno das aulas somente no dia 12 de abril”, diz o comunicado.



























































