A pesquisa aponta que em 2009 existiam aproximadamente 133 mil médicas no país, ao passo que em 2022 já somavam 260 mil, quase o dobro em 13 anos.
Já o número de médicos cresceu 43%, índice inferior ao do gênero feminino. A projeção indica, ainda, que, entre 2023 e 2035, o crescimento previsto entre as médicas será cerca de 118%, enquanto, entre os homens, será de 62%.
O estudo mostra que até 2035, 85% dos médicos e médicas do país terão entre 22 e 45 anos de idade. Desses, 70% das mulheres terão até 40 anos, enquanto 60% dos homens terão essa faixa de idade. Isso imprime uma realidade de que teremos um quadro de jovens mulheres à frente da saúde dos brasileiros.
Evolução ao longo das décadas
A presença feminina na carreira médica começa a crescer ao longo do último século. De acordo com o relatório, em 1910 eram 77,7% homens e 22,3% mulheres. A presença masculina se amplia até 1960, quando chega a 87%, e as mulheres se limitam a 13%. A partir dos anos 1980, as mulheres ampliam sua participação e passam de 23,5% para 46,6%, em 2020.
Desigualdade de distribuição
Independente da proporção de gênero na medicina, tudo indica que a desigualdade entre médicos alocados pelo país continuará sendo um imbróglio na saúde pública do país.
O desequilíbrio geográfico de médicos é um problema mundial. No Brasil, em específico, a escassez se concentra especialmente nas cidades distantes dos grandes centros urbanos e nas periferias, notadamente nas regiões Norte e Nordeste.
Os estados da região Sul (Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina), região Sudeste (Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo), Nordeste (Paraíba), além do Distrito Federal, terão mais médicos por mil habitantes do que a taxa mundial. Esses estados concentrarão mais de 70% do total de médicos do país.
Por outro lado, os estados da região Norte (Amapá, Roraima, Amazonas, Acre e Pará) e Nordeste (Maranhão) deverão ter as menores densidades, abaixo da metade da taxa nacional. Nessas regiões estarão pouco menos de 5% dos médicos.
O que vem chamando atenção dos gestores em saúde, conforme diz o relatório, são os vazios assistenciais (não suprir as principais necessidades de saúde da população), áreas desassistidas ou desertos médicos – que configura o fato dos médicos passarem muito tempo em deslocamento, até mesmo horas, para chegar ao trabalho.
“Essa desigualdade regional acende uma luz sobre a necessidade urgente de políticas públicas que ajudem a minimizar o déficit dos profissionais e equipes de saúde em áreas tão desprovidas de assistência”, reforça Júlia. Para saber mais, acesse o documento completo aqui.
Com informações da assessoria

























































