O Amazonas foi o segundo estado que mais destruiu a floresta em 2021, com uma área de aproximadamente 194 mil hectares. Os dados são do novo Relatório Anual de Desmatamento no Brasil (RAD), do Mapbiomas, apresentado nesta segunda (18). Para se ter uma ideia do estado que mais desmatou no Brasil, a cada 4 hectares destruídos no país, um foi registrado no Pará. No estado paraense, houve perda de 404 mil hectares de cobertura vegetal, principalmente por causa do garimpo e da agropecuário.
“Duas regiões do país chamam muita atenção, a chamada Matopiba (entroncamento entre Maranhão, Piaui, Tocantins e Bahia), que concentra 77% do desmatamento do Cerrado e, no caso da Amazônia, a Amacro (fronteira do Amazonas com Rondônia e Acre), onde houve aumento de 28% do desmatamento e que já representa 20% do desmatamento da Amazônia”, explica Tasso Azevedo, coordenador do Mapbiomas. “A perspectiva de abertura da BR-319 (que liga Manaus a Porto Velho) vem resultando no aumento de ocupações e grilagens no entorno, como corredor para o agronegócio”, completou.
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Na estatística geral, o desmatamento aumentou 20% no país, em relação a 2020. Em 20 estados do país, houve crescimento do dad. Em apenas cinco, Alagoas, Santa Catarina, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Amapá, houve redução, e no Tocantins e Roraima o dado permaneceu estável, na comparação com o ano anterior. Os maiores aumentos proporcionais, de mais de 80% na área detectada, foram registrados em Pernambuco, Paraíba, Ceará, Minas Gerais e Sergipe. Ademais, treze estados superaram a marca de 1.000 alertas de desmatamento em 2021. Em 2020, haviam sido 11 estados, e em 2019, 10 estados. Amazônia concentrou 59% da área desmatada e o Pará é campeão de desmatamento
No ano passado, mais de 977 mil hectares de vegetação nativa da Amazônia foram destruídos, número 15% maior que o registrado em 2020, que já havia crescido 10% em relação a 2019. Em seguida, o Cerrado e a Caatinga foram os biomas mais desmatados. No Pantanal, houve um aumento de 50,5% de alertas e de 15,7% na área desmatada em comparação a 2020. O RAD destaca que os alertas no Cerrado, Caatinga, Pampa e Pantanal são subestimados, pois, nestes locais, predominam formações não florestais, cujo mapeamento é deficiente em relação ao que existe de detecção de vegetação nativa florestal, típicas da Amazônia e Mata Atlântica.
Com informações do O Globo.

























































