O Exército Brasileiro informou nesta quinta-feira (14/09) que a Operação Poraquê já resultou na destruição de 72 dragas, avaliadas em mais de R$ 126 milhões, no Amazonas. Segundo o Exército, todos esses equipamentos estavam envolvidos em atividades de mineração ilegal, prejudicando gravemente o meio ambiente e as comunidades indígenas e ribeirinhas.
“A operação é um claro exemplo de compromisso com a preservação ambiental e a defesa da Amazônia. Colaborando com diversas agências, como o IBAMA, ICMBio, FUNAI, DSEI e a 5ª Delegacia Regional de Tefé, ela demonstra uma integração estratégica no combate aos ilícitos transfronteiriços e na fiscalização da fronteira”, diz o Exército.
De acordo com o Exército, as ações são baseadas em dados de inteligência, fornecidos pelo Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (CENSIPAM) e pelo 4º Batalhão de Inteligência Militar (BIM). Além disso, a operação mobiliza recursos impressionantes, incluindo 3 helicópteros, mais de 50 embarcações militares e cerca de 300 militares do Exército Brasileiro e agentes.
“A persistência e coragem das tropas ao percorrer aproximadamente 11 mil quilômetros, superando trajetos desafiadores pelos rios e floresta amazônica, refletem o empenho em coibir ações ilegais que são prejudiciais ao meio ambiente. Desde o dia 20 de agosto, essa operação tem como objetivo salvaguardar a Amazônia Ocidental, preservando mais de 180 hectares de floresta, evitando a contaminação das águas (60 kg de mercúrio deixaram de ser lançados) e destruindo 77 mil litros de óleo diesel”, diz o Exército.
Primeiro semestre
O balanço do primeiro semestre das ações operacionais da 16ª Bda Inf Sl inclui também outras apreensões impressionantes, como 4.740,8 kg de drogas do tipo skunk avaliadas em R$ 94.816.000,00, 480 kg de pasta-base de cocaína em R$ 57.600.000,00, 245 g de ouro com valor estimado em R$ 73.500,00, mais de R$ 45 mil em dinheiro em espécie e 131 mil litros de óleo diesel com valor de mercado estimado em R$ 690 mil reais. Em relação aos crimes ambientais, sempre em operações interagências, foram destruídas 167 dragas, com prejuízo tangível superior a 388 milhões de reais.

























































