O juiz de futebol Victor Hugo Barcelar, que atuou como quarto árbitro na partida entre Nacional x Manaus, ocorrida no último sábado (11/03), no Estádio da Colina, relatou em súmula o crime de racismo praticado por um torcedor do Leão da Vila Municipal contra o árbitro do jogo Halbert Luis Moraes Baia.
De acordo com Victor Hugo, o crime de racismo aconteceu após o término do jogo quando o árbitro número 1 já tinha descido as escadas do túnel da Colina.
“Após o término do jogo, um torcedor do Nacional, que se encontrava no alambrado acima do túnel de saída, xingou com atos racistas o árbitro da partida o Sr. Halbert Luis Moraes Baia, com as seguintes palavras: ‘seu safado, nego vagabundo, seu macaco, seu filho da puta’. Quando eu olhei para o torcedor, ele se retirou rapidamente, não sendo possível acionar o policiamento para identificar o mesmo sobre o fato ocorrido. O Sr. Halbert não ouviu, pois já tinha descido as escadas”, relatou na súmula o árbitro Victor, informando também que aos 35 minutos do segundo tempo foi atingido com líquido de cerveja por parte da torcida do Nacional.
Nota de Repúdio
Nesta quarta-feira (14), a Federação Amazonense de Futebol (FAF) emitiu nota repudiando o racismo:
“A Federação Amazonense de Futebol (FAF) repudia veemente o racismo e lamenta profundamente o ocorrido com o árbitro, senhor Halbert Luis Moraes Baia, na partida de ida pelas quartas de final do Campeonato Amazonense de Futebol Profissional 2023, entre Nacional Futebol Clube e Manaus Futebol Clube, no último sábado (11), no estádio Ismael Benigno, a Colina, na qual recebeu xingamentos com palavras ultrajantes, conforme consta na súmula do jogo”, diz a nota.
“A gestão A Floresta é a bola da vez” tem sido uma voz ativa contra qualquer ato que possa prejudicar a credibilidade do futebol amazonense e ‘dá às mãos’ a todos àqueles que combatem o racismo e qualquer tipo de violência no futebol. Destacamos que é imprescindível a aplicação de medidas rigorosas. Não há mais espaço para esse tipo de comportamento. A luta contra o preconceito é diária. Na oportunidade, solicitamos a quem tenha presenciado o fato e que possa identificar o autor, que denuncie por meio da OUVIDORIA da FAF: Email: ouvidoria.faf@gmail.com/ Telefone: 92 98410 8565″, finaliza a nota.





















































