O Comando Militar da Amazônia (CMA) informou que tropas da 16ª Brigada de Infantaria de Selva (16ª Bda Inf Sl), especializadas em Guerra na Selva, destruíram 24 das 28 balsas utilizadas no garimpo ilegal na Região do Vale do Javari, na Tríplice Fronteira (Brasil/Colômbia/Peru). A operação Curaretinga IV teve início na primeira quinzena de julho.
“O relatório parcial da Operação Curaretinga IV indica que foram avistadas 28 dragas na região, das quais 24 foram destruídas, avaliadas em R$ 16.080.000,00 preservando-se, assim, 14,4 hectares de floresta. Além disso, a operação impediu a poluição de 4,8 kg de mercúrio no ecossistema. As apreensões incluem também materiais ilegais, como motosserras, armamentos, motobombas, balanças, entre outros, avaliados em R$ 100.000,00, mostrando a eficácia da operação em combater diversas atividades ilegais na área”, diz o Exército.
Segundo a força militar, a destruição das dragas resultou em um prejuízo estimado em R$ 8.640.000,00 até o momento de lucros cessantes. “Impactando significativamente a atividade de mineração ilegal na região, que utiliza metais pesados e causa danos ambientais severos. Essa operação é uma iniciativa essencial do Comando Militar da Amazônia (CMA) para proteger a floresta e o ecossistema da região, evitando danos irreparáveis ao meio ambiente e à saúde das pessoas que habitam a área”, diz o Exército.
“Além disso, a preservação da floresta e a prevenção da poluição por metais pesados representam uma vitória importante para a proteção ambiental na região. As ações de combate à mineração ilegal na Amazônia são cruciais para salvaguardar esse ecossistema único e assegurar a saúde e bem-estar de suas comunidades. As operações têm se mostrado desafiadoras, com as tropas percorrendo mais de 1.750 km em ambiente de selva. Devido à dificuldade de localização das áreas de garimpo, as ações são sempre pontuais e baseadas em dados de inteligência. As atividades estão voltadas para o combate a crimes como mineração ilegal de ouro, caça e pesca predatórias, tráfico de drogas e armas, além da proteção das comunidades indígenas e da fiscalização da fronteira”,finaliza o Exército.

























































