O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou nesta quinta-feira (02/02) que Manaus tem os menores percentuais de recusa (1,2%) e de ausência (1,9%) de moradores para responder ao Censo, entre as capitais do País. Em São Paulo, líder do ranking entre as capitais, o percentual dos que se recusam a responder é de 7,1%, e dos ausentes no domicílio, 16,4%. No Amazonas, o índice de recusa (1,02%) é o segundo menor entre os Estados, atrás apenas da Paraíba (0,95%); já o de ausências, é o 7º menor, sendo o índice mais baixo o do Rio Grande do Norte, 1,31%.
O Estado de São Paulo lidera os percentuais de recusa (4,49%) e ausência (8,04%) de moradores no Censo. Estes são dados da coleta do Censo, consolidados em 31 de janeiro de 2023, e divulgados hoje, pelo IBGE.
Apesar dos índices de recusa e ausência de moradores do Amazonas e da capital, Manaus, serem uns dos menores do país, as equipes do Censo no Estado seguem trabalhando para diminuir ainda mais os percentuais de domicílios não-recenseados. Além disso, os trabalhos em condomínios de Manaus continuam, assim como os trabalhos de supervisão: “estamos avançando na finalização da coleta nos condomínios, nos certificando da classificação correta dos domicílios sem moradores, bem como visitando áreas específicas para avaliar a cobertura do território”, detalha Francisco Braz, coordenador operacional do Censo no Amazonas.
A cobertura completa dos setores censitários foi praticamente toda concluída em janeiro de 2023. Em fevereiro e março, permanecerá em andamento o processo de revisão, controle de qualidade e apuração do Censo, com tentativas de reversão de recusas, revisitas a domicílios com morador ausente para realização de entrevistas, além de verificação de domicílios vagos, de uso ocasional, possíveis duplicidades e omissões e preparação para divulgação. A previsão é de que o IBGE divulgue os resultados definitivos do Censo referentes à população dos municípios em abril de 2023.
Destaques
Taxa de recusas no Amazonas é de 1,02%, a segunda menor do país. Em São Paulo, líder do ranking entre os estados, o percentual dos que se recusam a responder é de 4,49%;
Na capital, Manaus, a taxa de recusa é de 1,2% (a taxa mais baixa entre as capitais); já a cidade de São Paulo tem a maior taxa (7,1%);
A média de morador ausente no Amazonas é de 2,32%. Entre as Unidades da Federação, Mato Grosso tem a maior média de moradores ausentes (14,04%);
Até 31 de janeiro, foram recenseadas 3.825.277 pessoas, em 1.041.491 domicílios no Amazonas. Isso representa cerca de 96,8% da população total, de acordo com o resultado prévio do Censo (3.952.262 pessoas), divulgado no dia 28 de dezembro de 2022;
Em Manaus, foram recenseadas 1.986.394 pessoas, o que representa 97% da população prévia do Censo. Este percentual coloca Manaus como a capital com maior índice de pessoas recenseadas no país;
Através do Disque-Censo (137), as pessoas que ainda não foram recenseadas têm a oportunidade de ligar e solicitar a visita de um recenseador;
Em fevereiro e março, permanecerá em andamento o processo de revisão, controle de qualidade e apuração do Censo, com divulgação dos resultados definitivos previstos para abril.
Desafio do Censo nos condomínios
Realizar o Censo nos condomínios tem sido um desafio, desde o início, em todo o país. Em Manaus, o foco dessa fase final do Censo é alcançar os domicílios não-recenseados, nesses residenciais. “Agora estamos trabalhando apenas com a reabertura de alguns condomínios que ainda estão acima do percentual de 5% de ausência e recusa, e com três condomínios aos quais não tínhamos conseguido acesso, mas já conseguimos, e estamos realizando a coleta”, explica Allana Melo, consultora do Censo no AM.
O coordenador técnico do Censo no país, Luciano Duarte, destaca que muitas vezes a recusa não parte do morador, mas do próprio condomínio. “Para o recenseador conseguir abordar um apartamento, é preciso passar por uma portaria ou ter autorização do síndico, do porteiro ou da administração do prédio. Uma situação que ocorre em áreas mais nobres, como a Zona Sul do Rio ou alguns bairros de classe alta em São Paulo e de outros estados, é o impedimento da entrada dos recenseadores”.
Para reverter essa situação, os técnicos do IBGE elaboraram um protocolo que deve ser seguido pelo recenseador e pela coordenação local. “Há um modelo de ofício a ser entregue aos síndicos ou à representação dos condomínios. Quando esse documento não tem efeito prático, o recenseador é instruído a recorrer à polícia local. Essa é a recomendação porque, por lei, ninguém pode impedir uma unidade habitacional de responder ao Censo. Há situações em que uma pessoa tenta impedir um condomínio inteiro de participar do Censo”, afirma.
Disque-Censo 137
Serviço inédito na operação censitária no país, o Disque-Censo foi disponibilizado desde o fim do ano passado. Nele, as pessoas que ainda não foram recenseadas têm a oportunidade de ligar e solicitar a visita de um recenseador.
Além do 137, o informante que ainda não respondeu ao questionário do Censo pode ligar para o 0800 721 8181, que estará disponível até o dia 20 de fevereiro ou procurar uma agência do IBGE na sua cidade.
Com a cobertura dos setores censitários praticamente concluída, 96,8% da população foi recenseada no Amazonas
Desde o início da operação, em 1º de agosto, até o dia 31 de janeiro, foram recenseadas 3.825.277 pessoas, em 1.041.491 domicílios do Amazonas. Isso representa cerca de 96,8% da população do Estado, de acordo com o resultado prévio do Censo (3.952.262 pessoas). Já em relação ao número estimado, de 4.269.995, esse contingente de recenseados corresponde a 89,6%.
Em Manaus, até o dia 31 de janeiro, foram recenseadas 1.986.394 pessoas, o que representa 97% da população prévia, divulgada pelo IBGE. Este percentual coloca Manaus como a capital com maior índice de recenseados, em relação ao resultado prévio do Censo. Já em relação ao número estimado de população, de 2.255.903, o percentual de recenseados corresponde a 88%.
Os dados prévios do Censo foram calculados com base nos questionários do Censo 2022 respondidos até o dia 25 de dezembro e utiliza o resultado prévio nos municípios onde a coleta já havia terminado e uma combinação de dados coletados e estimativas para os demais municípios. As estimativas de população, por sua vez, são divulgadas pelo IBGE em anos que não há Censo, e utiliza as projeções de população para o Brasil e unidades federativas e também os totais populacionais dos últimos Censos Demográficos, para estabelecer uma tendência de evolução do número populacional.


























































