Depois de mais de cinco anos de preparação, começaram nesta semana expedições ao Pico da Neblina, lideradas pelos índios yanomamis do Amazonas. Aventura para poucos, mas que vale cada centavo, cada noite mal dormida e cada pisada na lama até a canela.
O primeiro grupo de dez pessoas das operadoras Amazon Emotions e Roraima Adventures partiu ontem (17) para São Gabriel da Cachoeira (AM). Hospedagem e voo desde Manaus, a 850 km da cidade na região da Cabeça do Cachorro, não estão incluídos no custo de R$ 19.500 por pessoa.
O caminho até a montanha mais alta do Brasil (2.995 m acima do nível do mar) é complicado, o que os índios consideram sagrada e chamam de Yaripo (“onde os ventos se cruzam”). Após o dia de chegada a São Gabriel, às margens do alto rio Negro, haverá dois dias para visita a comunidades indígenas e compras para a viagem.
No quarto dia começa a jornada ao pico. São quatro horas para percorrer 85 km de estrada precária, em utilitários 4×4, até o igarapé Ya-Mirim. Dali, o grupo segue em canoas “voadeiras” para a aldeia Maturacá, onde será recebido por cerimônia de pajés Yanomami.
Os oito dias seguintes —que podem virar dez dependendo do ritmo e das condições meteorológicas— são de caminhada classificada como de “dificuldade extrema”. Há cerca de 2.900 metros de desnível entre um ponto e outro, mas com muitas subidas e descidas, o que implica mais de 5.000 metros de elevação total.
Haja pernas. Os pernoites se dão em redes nos acampamentos com postes e lonas montados antes pelos indígenas. Pode chover muito na região, e as roupas não secam. A temperatura não raro desce a 10ºC nas áreas mais altas.
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