O deputado Dermilson Chagas (Republicanos) destacou que a falta de investimento na Segurança Pública do Amazonas fez com que o Amazonas se tornasse o estado brasileiro mais violento em 2021, de acordo com levantamento feito pelo Monitor da Violência do G1, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e do Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (USP), e com que a capital do Estado entrasse para a lista das cidades mais perigosas do mundo, conforme dados do Conselho Cidadão para a Segurança Pública e da Justiça Penal do México compilados pela empresa alemã Statista.
Segundo Dermilson Chagas, em 2021, o Amazonas foi o Estado mais violento do país, segundo o Monitor da Violência do G1, o Fórum Brasileiro de Segurança Pública e o Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (USP). O estudo revelou que o Amazonas registrou um aumento de 54% no número de crimes violentos entre os anos de 2020 e 2021, enquanto os demais estados tiveram queda de 7% no número de assassinatos no mesmo período.
De acordo com o deputado, o estudo mostrou que, em 2020, foram registrados um total de 1.019 crimes violentos de todas as naturezas (homicídios dolosos, latrocínio e lesão corporal seguida de morte). Já em 2021, os números saltaram para 1.571. Os dados revelam que foram cometidos 35,88 crimes por cem mil habitantes. O índice de crimes violentos no Amazonas supera o índice nacional em 2021 que ficou em 19,54 por 100 mil habitantes nas ocorrências totais de crimes violentos.
Por meio de sua assessoria de imprensa, Dermilson disse que com 40 homicídios por 100 mil habitantes, a capital do Amazonas está entre as 100 cidades mais perigosas do mundo em 2022, de acordo com dados obtidos com o Conselho Cidadão para a Segurança Pública e a Justiça Penal do México. No ranking, Manaus ocupa a 37ª posição de cidade mais perigosa. A capital do Amazonas deixou para trás outras cidades brasileiras conhecidas pelos altos índices de violência, dentre elas Recife, que ocupa o 39º lugar, com uma taxa de 43,72 homicídios por 100 mil habitantes.
Sem Inteligência
O deputado Dermilson Chagas frisou que, nos demais estados brasileiros e nos países que investem em Segurança Pública, o trabalho da Inteligência é realizado diariamente, com levantamento de dados e recolhimento de informações que contribuem para as polícias se anteciparem às ações criminosas. Na atual gestão do Governo do Amazonas, em várias ocasiões, esse trabalho, que é conduzido pelas equipes da Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP-AM), Polícia Militar do Amazonas (PM-AM) e Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), falhou, abrindo campo para ataques de facções, rebeliões em presídios e pirataria nos rios do Amazonas, entre outras atividades do crime organizado.
Em 27 de maio de 2019, aconteceram rebeliões em presídios do Amazonas, que deixaram um saldo de mais de 50 detentos mortos. Ainda em 2019, em 2 de dezembro, oito presos fugiram da Unidade Prisional de Maués (a 257 km de Manaus). Na época, a Seap informou que os detentos fugiram por meio de um buraco na parede da cela. Somente nos primeiros 17 dias do ano de 2020, foram registradas em Manaus mais de 80 mortes violentas, sem que o Governo desse resposta. Em 2021, houve o ataque de facções em Manaus e em municípios da Região Metropolitana (RMM).
“Essas são apenas algumas das dezenas de ataques, rebeliões, assaltos, roubos e outros tipos de crime que acontecem e os órgãos ligados à Segurança Pública do Estado não conseguem impedir, simplesmente porque a atual gestão não investe em Inteligência e quem supostamente tem formação para isso está demonstrando que de fato não tem”, criticou o deputado Dermilson Chagas.
Com informações da assessoria.

























































