A cerimônia de entrega do título de Cidadão do Amazonas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, foi pontuada por gafes, ora do cerimonial da Casa, ora pelos participantes do evento.
O presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) registrou a presença do ex-prefeito de Manaus, Arthur Neto, mas esqueceu-se de citar que estava acompanhado da esposa, Elizabeth Valeiko. Fez-se um silêncio constrangedor.
O deputado Belarmino Lins ao ler o rol de autoridades que deveriam ser saudadas no início do evento, comentou ao microfone: “Tem nome repetido, eu já li o nome do deputado federal Bosco Saraiva”.
A terceira gafe foi durante a fala do chefe da Casa Civil, Flávio Anthony, que justificou a ausência do governador Wilson Lima (UB) por causa de uma agenda, em Iranduba. Porém, nos bastidores, o comentário foi que o real motivo da ausência é o fato da iniciativa da propositura da honraria ao ministro ser de dois dos principais oposicionistas da sua gestão, os deputados Wilker Barreto (Cidadania) e Dermilson Chagas (Republicanos).
Quando subiu à tribuna para discursar, o homenageado do dia agradeceu nominalmente a todos, lendo uma lista preparada pelo cerimonial da Casa, e disse que, caso esquecesse algum nome, a culpa era dos organizadores do evento.
Toffoli
O ministro Toffoli disse que seu pronunciamento só poderia iniciar com palavras de gratidão à Casa Legislativa, representante ao povo amazonense, e ao povo, que garante que o estado tenha preservado mais de 90% de suas matas.
“É com emoção que registro que, nascido em Marília, a 3.600 km daqui de Manaus, nascido caipira em 1967, hoje, 3 de junho de 2022 me torno caboclo”, declarou Toffoli, complementando que, a partir deste momento, juntará essas duas culturas.
O ministro explicou ainda que, na época da aprovação da propositura, possuía um calendário de visitação a todos os Tribunais de Justiça, e, detalhou, que a previsão era vir ao Amazonas em 2020, quando então receberia a homenagem.
Porém, em razão da pandemia da Covid-19, todos os planos tiveram que ser adiados. “Felizmente, passado esse momento tão tormentoso da humanidade, podemos nos reunir hoje para receber essa honraria, que não considero como uma homenagem pessoal, mas uma condecoração ao Poder Judiciário, ao Supremo Tribunal Federal e meus colegas de Corte”, disse.
“Estendo aos meus colegas, que também sabem reconhecer a importância da ZFM para a sobrevivência, desenvolvimento e equilíbrio social do povo amazonense; assim como a importância desse modelo econômico na preservação do bioma aqui existente”, destacou.





























































