Nesta terça-feira (21/03), o deputado estadual Wilker Barreto (Cidadania) criticou a implementação dos medidores SMC (Sistema de Medição Centralizada) da Amazonas Energia e pediu uma ação conjunta entre a Casa Legislativa e a Câmara Municipal de Manaus (CMM) para a criação de leis municipais que impeçam a ação da concessionária de energia na cidade.
Durante seu pronunciamento na tribuna, Wilker criticou a omissão da Prefeitura de Manaus acerca do caso e pediu a união dos Poderes para evitar que o município vire a “cidade do Homem-Aranha”, em alusão aos emaranhados de fios que ficam expostos com a instalação dos medidores aéreos.
“Não é questão política, mas eu não entendo o porquê do silêncio da Prefeitura no que diz respeito a questão dos medidores aéreos. Esta Casa, a Câmara Municipal, prefeito e governador, precisamos todos estarmos juntos para impedir que Manaus vire a casa do Homem-Aranha. O prefeito precisa cuidar da cidade, ou então é parceiro da Amazonas Energia, eu não acredito que ele seja. Nós temos que cuidar da nossa cidade e impedi-la que vire chacota no futuro”, afirmou o deputado.
Na ocasião, Barreto pediu maior celeridade da CMM na tramitação do Projeto de Lei n°375/2022, de autoria do vereador Caio André (PSC), que proíbe a instalação de medidores aéreos de energia na capital. Proposta pelo parlamentar em 10 de outubro de 2022, a matéria já recebeu parecer favorável da Procuradoria da Casa e das Comissões de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) e de Finanças, Economia e Orçamento (CFEO) e agora aguarda deliberação no plenário do Legislativo municipal.
“Tem um projeto de lei do presidente Caio André que não sei porque está andando a passos de tartaruga. Uma lei importante daquela, talvez não seja suficiente, mas é o primeiro passo, agora não entendo o porquê que demora semanas para tramitar. Então, faço esse apelo à Câmara Municipal de Manaus, que entregue esta lei, ao prefeito que sancione, e assuma com a cidade que ele governa a responsabilidade de impedir esta atrocidade”, cobrou Wilker.
Transparência
Por fim, Wilker defende que a Amazonas Energia cobre pelo seu serviço, mas desde que seja uma prestação que garanta transparência e clareza aos consumidores. Isto porque, a instalação dos novos medidores está localizada a uma altura de 4 metros, impossibilitando o morador de fiscalizar o seu consumo, e que o acompanhamento poderá ser feito por meio de aplicativo gerenciado pela própria concessionária, o que também não garante transparência ao serviço.
“O povo não se nega em pagar o que é justo, mas não é correto implementar um sistema de cobrança aonde o consumidor não tem direito de acompanhar o seu consumo. A Amazonas Energia é uma prestadora de serviço, ela não está acima das leis municipais e do direito do consumidor. Preste o seu serviço, mas o consumidor tem direito de pagar aquilo que consome, quem é que vai subir no poste para ficar acompanhando o consumo?”, finalizou o deputado.
Melhoria
Ontem, a Amazonas Energia informou que o novo medidor está funcionando em 15 estados brasileiros, com mais de 3 milhões de pontos instalados. Ela justifica que o novo sistema tem auxiliado na execução das atividades de combate aos furtos e fraudes de energia elétrica em diversas cidades do país. O modelo, aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), tem por objetivo melhorar a entrega e qualidade de energia com mais velocidade de atendimento, informações precisas e redução de ocorrências.
O Rio de Janeiro foi o primeiro estado a adotar o sistema que é instalado no topo do poste, mas que possui o contador dentro da residência, permitindo o acompanhamento em tempo real do consumo de energia elétrica, data, hora, e todas as informações técnicas de cada aparelho, através de aplicativo e pelo site da concessionária.
Só em São Paulo, cerca de 200 mil medidores já estão em operação, a meta da companhia é chegar a 300 mil até o final de 2023. O que demonstra a confiabilidade e o êxito de funcionamento do produto.
“Com a implantação do sistema, a Amazonas Energia espera reduzir o alto índice de “gatos”, que chega a ser 42% do consumo. Isso promoverá também a redução do valor da tarifa definida para o Amazonas, e não o aumento na conta de energia do consumidor, como tem sido noticiado e divulgado em Manaus”, afirmou o diretor comercial da Amazonas Energia, Romário Wojcicki.
Todo esse processo passa por uma atualização completa da rede, havendo troca de transformadores, cabos de distribuição, postes, cruzetas, chaves de segurança, dentre outros equipamentos. Ou seja, instalar o SMC significa revitalizar a rede completa da localidade que há mais de 20 anos não passava por nenhuma atualização, enfatizou Wojcicki.
Com informações da assessoria.


























































