A Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) acionou formalmente, nesta quinta-feira (20), a Polícia Militar do Amazonas (PMAM), o Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) e a Procuradoria Regional do Trabalho da 11ª Região (PRT-11/MPT) diante da paralisação dos trabalhadores do transporte especial, que fazem rotas para o Polo Industrial de Manaus.
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Segundo a Suframa, a mobilização é promovida pelo Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Especiais de Manaus (Sindespecial) e ocorre em meio a um impasse nas negociações com as empresas do setor. Os trabalhadores reivindicam reajuste salarial, redução da jornada, auxílio-alimentação e melhorias nas condições de trabalho.
A paralisação atingiu diferentes pontos de Manaus e provocou bloqueios em importantes vias de acesso ao Distrito Industrial. Entre os locais afetados estão trechos da avenida Grande Circular e as rotatórias conhecidas como Bola da Suframa e Bola da Samsung, além de outras vias utilizadas no deslocamento de trabalhadores e no fluxo de veículos com destino ao Polo Industrial de Manaus (PIM).
De acordo com a autarquia, os bloqueios já comprometem diretamente o deslocamento de um expressivo número de trabalhadores para o Distrito Industrial, com reflexos no funcionamento das empresas instaladas no polo.
Risco para linhas de produção
A Suframa alertou que, caso a situação persista, empresas poderão enfrentar redução ou até paralisação de linhas de produção. Os efeitos também podem alcançar as cadeias de suprimento e o cumprimento de prazos contratuais.
A avaliação da autarquia é de que uma continuidade da mobilização pode gerar consequências mais amplas para a atividade econômica e para a própria política de desenvolvimento regional vinculada à Zona Franca de Manaus.
Diante do cenário, a Suframa solicitou que PMAM, IMMU e MPT adotem, dentro de suas respectivas atribuições, as providências necessárias para ordenar o trânsito e, caso seja necessário, promover a desobstrução das vias públicas afetadas.
O objetivo, segundo a instituição, é assegurar condições adequadas de circulação e de acesso ao Distrito Industrial, preservando, ao mesmo tempo, o direito de manifestação dos trabalhadores, conforme previsto na legislação.
A autarquia também pediu aos órgãos que considerem, na avaliação das medidas a serem adotadas, os impactos da paralisação sobre o funcionamento do Distrito Industrial e sobre a política de desenvolvimento regional da Zona Franca de Manaus.
Suframa acompanha impactos
A Suframa informou ainda que permanece acompanhando a situação e mantendo interlocução com representantes do setor produtivo para levantar informações sobre os impactos provocados pela mobilização.
Em nota, a autarquia reafirmou o compromisso com a preservação da atividade produtiva, dos empregos e do desenvolvimento regional, além de defender o diálogo institucional entre os órgãos competentes e os setores envolvidos.
A Suframa afirmou que continuará acompanhando o movimento com o objetivo de contribuir para a manutenção das condições necessárias ao funcionamento das atividades econômicas do Polo Industrial de Manaus.





















































