Trabalhadores de enfermagem, que atuam nos hospitais de urgência e emergência da rede estadual de saúde, enfrentam novamente atraso de salário. A denúncia é da presidente Graciete Mouzinho, do Sindicato dos Trabalhadores em Santas Casas, Entidades Filantrópicas e Religiosas e Estabelecimentos de Saúde do Estado do Amazonas (Sindpriv-AM), que relatou que há 18 dias enfermeiros terceirizados pela empresa Segeam (Sustentabilidade, Empreendedorismo e Gestão em Saúde do Amazonas) estão sem o pagamento de horas trabalhadas.
Segundo a sindicalista, a empresa atrasou o pagamento de salário em razão de não ter apresentado uma documentação na Secretaria de Estado de Saúde (SES). “O que me falaram lá do financeiro (da SES) é que a ela (Segeam) não tinha entregado uma certidão. E essa certidão foi entregue na quinta-feira (14/09) pela manhã e por esse motivo não saiu o pagamento”, informou.
Quatro meses
De acordo com a sindicalista Graciete, a situação piora em relação aos profissionais terceirizados pela empresa Manaós Serviços de Saúde LTDA, que presta serviço de enfermagem dentro do Hospital Francisca Mendes, zona Norte de Manaus. Lá, os profissionais relataram ao Sindpriv que estão há quatro meses sem receber salários.
“E a empresa Manaós, que atua no Francisca Mendes, está com quatro meses de atraso de pagamento dos enfermeiros. A situação está crítica. Enfermeiros não querem manifestar, pois têm medo”, disse a dirigente sindical.
Outro lado
Em nota, a Segeam informou que a expectativa é que os pagamentos relativos a setembro/2022 sejam regularizados nos próximos dias, evitando prejuízos aos colaboradores vinculados à instituição. A Segeame esclareceu, ainda, que todos os demais meses foram pagos, rigorosamente, após a transferência de recursos à Segeam. “A Associação lamenta qualquer transtorno e reforça seu compromisso com profissionais e com uma saúde pública de qualidade e se coloca à disposição para qualquer esclarecimento que se faça necessário”, finaliza a nota.
Em relação à empresa Manaós, não foi possível contato pelo telefone (92) 3622-73xx. A reportagem aguarda posicionamento da Secretaria de Saúde.

























































