Com temperaturas que ultrapassam os 35°C, no verão amazônico, manter o corpo hidratado exige atenção redobrada. O calor excessivo pode causar desidratação, exaustão térmica e insolação, além de agravar doenças cardiovasculares e respiratórias, segundo guia publicado pelo Ministério da Saúde em 2026. (link: https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/guias-e-manuais/2026/mudancas-climaticas-para-profissionais-de-saude-guia-de-bolso.pdf/%40%40download/file)
Nesse cenário, os cuidados vão muito além de apenas beber mais água. A alimentação cumpre papel decisivo na reposição de líquidos, eletrólitos e outros nutrientes perdidos ao longo do dia, especialmente para quem trabalha ou se exercita ao ar livre.
Frutas com alto teor de água estão entre as principais aliadas nessa época do ano. Melancia, melão e abacaxi podem ser incorporados à rotina, assim como frutas regionais, como cupuaçu e camu-camu, que combinam hidratação com vitaminas e antioxidantes. Vegetais como pepino, abobrinha e alface também contribuem para o equilíbrio hídrico, além de fornecerem fibras que auxiliam na digestão em dias de calor intenso.
“A água representa mais de 90% da composição de frutas como melancia e melão, o que as torna opções naturais e eficientes para hidratar o organismo, principalmente quando consumidas entre as refeições, nos horários de pico de calor”, explica Fernando Paiva, professor do curso de nutrição e dietética do Centro de Ensino Técnico (Centec).
Bebidas naturais também podem complementar a ingestão de líquidos. Água de coco, por exemplo, fornece potássio e outros eletrólitos. Sucos de frutas regionais, preparados sem excesso de açúcar, e chás gelados sem adição de açúcar também são alternativas para variar o consumo ao longo do dia.
No prato
A alimentação mais leve é outra opção nos períodos de temperaturas elevadas. Saladas e preparações com frutas e vegetais ajudam a aumentar a presença de alimentos frescos na rotina, sem substituir a ingestão regular de água.
“É importante desmistificar a ideia de que apenas a água participa do processo de hidratação no verão. Ela continua sendo fundamental, mas o equilíbrio entre líquidos e eletrólitos também pode ser favorecido pela alimentação, e frutas e vegetais frescos entram como fontes complementares nesse processo”, destaca Paiva.
Outro ponto de atenção é o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, principalmente quando a pessoa permanece muito tempo exposta ao calor. Manter água disponível e consumi-la regularmente ao longo do dia é uma medida simples para reduzir o risco de desidratação.
Para quem pratica exercícios ou trabalha em ambientes externos, a atenção deve ser ainda maior. A transpiração é um dos mecanismos utilizados pelo organismo para controlar a temperatura corporal e aumenta a perda de água, tornando necessária uma reposição adequada de líquidos.
Maior cuidado
Crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas exigem cuidado redobrado durante períodos de temperaturas muito altas. Esses grupos são apontados pelo Ministério da Saúde como mais vulneráveis aos efeitos dos extremos de temperatura.
No caso de crianças e idosos, Paiva recomenda que a oferta de líquidos seja distribuída ao longo do dia, sem depender exclusivamente da manifestação da sede.
“Especialmente entre crianças e idosos, a sede pode não ser percebida com a mesma intensidade, o que aumenta o risco de desidratação. Por isso, recomendamos oferecer líquidos e alimentos hidratantes em intervalos regulares, independentemente da queixa de sede”, orienta o professor do Centec.
A preocupação ganha relevância também diante das características climáticas da Amazônia. O guia do Ministério da Saúde aponta que períodos de estiagem podem elevar os riscos de desidratação em grupos vulneráveis, como idosos e crianças, e destaca que, na Amazônia, os impactos da seca são ampliados por particularidades do território.
Além de manter água disponível ao longo do dia, observar a alimentação e reduzir a exposição prolongada ao calor são medidas que podem fazer parte dos cuidados durante o verão amazônico. Para Paiva, a principal orientação é incorporar a hidratação à rotina, combinando o consumo regular de água com uma alimentação equilibrada e rica em alimentos frescos.
Com informações da assessoria




















































