O Ministério Público do Amazonas (MP-AM) recomendou à Prefeitura de Coari, no último dia 28 de novembro, a presença obrigatória de médicos especialistas para realização de procedimentos, independentemente da complexidade, no Hospital Regional do município. De acordo com o MP, a medida requer também a presença de dois médicos cirurgiões para qualquer procedimento cirúrgico. A recomendação foi expedida pelo promotor de Justiça Rafael Augusto Del Castillo da Fonseca, titular da 1ª PJ do município.
“A assistência à saúde obstétrica no Amazonas é lastimável, salta aos olhos os casos de má assistência relatados nas denúncias, situação que demonstra a precariedade da estrutura de saúde e existência de profissionais mal preparados”, explicou o promotor de Justiça Rafael Del Castillo da Fonseca.
Segundo o MP, a Recomendação é decorrente de uma denúncia formulada pelo Conselho Tutelar de Coari informando fortes indícios de possível negligência médica, que acarretou a morte de 03 (três) recém-nascidos, além de suposta “violência obstétrica” praticada por um médico do hospital municipal.
“O termo ‘violência obstétrica’ é equivocado, pois ele dá uma ideia errada do problema, já que transfere a responsabilidade dos problemas da assistência unicamente para os médicos e profissionais da saúde, isentando o gestor público da sua culpa, quando na verdade o cenário que temos é: falta de estrutura nas unidades de saúde, falta de insumos, medicamentos, equipamentos etc., e uma formação de médicos de qualidade duvidosa”, finalizou o promotor de Justiça.





























































