O Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama) informou ontem (04/10) que reforçou o auxílio às atividades de emergência ambiental decorrente da estiagem no Estado do Amazonas. Atualmente, 134 brigadistas do Instituto trabalham para conter as chamas que atingem a região metropolitana de Manaus e o sul do Estado. As equipes estão divididas nos municípios de Manaus, Apuí e Humaitá e nas Terras Indígenas de Tenharim Marmelos e Andira Marau (divisa com Pará).
Especialistas em incêndios florestais do Ibama utilizam drones para identificar os incêndios ao redor de Manaus. O último mapeamento, realizado na terça-feira (3), orientou os trabalhos desta quarta-feira aos pontos mais críticos das chamas, onde a fumaça atinge a capital deixando o ar mais seco e quente.
A área que será trabalhada hoje pelas equipes do Ibama é Área de Proteção Ambiental (APA) do Rio Negro, unidade de conservação estadual localizada no município de Iranduba, a aproximadamente 30 quilômetros de Manaus.
A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, integra a comitiva de ministros liderada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin. A seca severa que atinge o Amazonas contribui para a proliferação do fogo.
A estiagem obrigou o governo municipal da capital a encerrar o ano letivo das escolas do ensino fundamental da rede municipal nas comunidades ribeirinhas do Rio Negro. Cinquenta e sete brigadista do ICMBio também trabalham no combate às chamas. Somando com as equipes dos institutos, 191 profissionais atuam até o momento nos incêndios florestais no Amazonas.
Em 2023, o Ibama intensificou a fiscalização no que tange aos alertas de desmatamento na Amazônia. A queda foi de 49% se comparado de janeiro a setembro de 2022 com o mesmo período deste ano. Os números são de 8.590 (2022) contra 4.341 (2023). O material orgânico acumulado do desmatamento ilegal se transforma em combustível facilitador de incêndios.
O Ibama enviará, também, uma equipe de especialistas em emergências ambientais e fauna para auxiliar no resgate dos animais atingidos pelas seca dos rios e lagos.
Veterinários
Cinco veterinários especializados em reabilitação de animais silvestres, enviados pelo Ibama, chegam ao Amazonas nesta quinta (5). Os profissionais vão auxiliar no atendimento à fauna aquática atingida pela seca nos rios do estado.
De acordo com a diretora de Uso Sustentável da Biodiversidade e Florestas (BDFlo), Lívia Karina Martins, a convocação será por etapas. “São profissionais do Centro de Triagem do Ibama. Estamos convocando pessoas do Brasil inteiro para atender a emergência ambiental, inicialmente de Brasília, de Minas Gerais e do Espírito Santo”, esclareceu a diretora.
A alta temperatura e a escassez de água nos rios estão entre as principais dificuldades pelas quais passam os animais. A equipe vai avaliar eventuais comorbidades e doenças associadas à variação climática recente.
























































