O Amazonas segue entre os estados com maior consumo de farinha do país, com média de 58 quilos por pessoa ao ano, , segundo o Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Amazonas (Idam). O dado reforça a importância desse alimento na cultura regional, mas também acende um alerta para os riscos do consumo excessivo, especialmente quando a farinha é ingerida diariamente e em grandes quantidades.
A professora do curso técnico de Nutrição e Dietética do Centro de Ensino Técnico (Centec), Adenilce Melo, explica que a farinha de mandioca pode fazer parte de uma alimentação saudável, desde que consumida com moderação.
“A farinha de mandioca é um alimento minimamente processado. Segundo o Guia Alimentar para a População Brasileira, esses tipos de alimentos são recomendados para o consumo, pois não são prejudiciais à saúde. A farinha de mandioca contém ferro, cálcio e potássio”, afirma a professora.
Produzida a partir da mandioca descascada, ralada, prensada, seca e torrada, a farinha é um dos principais acompanhamentos da culinária amazônica, especialmente em pratos à base de peixe, embora também esteja presente em diversas outras preparações do dia a dia.
Excesso x consumo ideal
Apesar dos benefícios nutricionais, a especialista ressalta que a quantidade consumida faz diferença. Segundo ela, o excesso pode favorecer alterações metabólicas, principalmente em pessoas com predisposição a doenças como diabetes e obesidade.
“A farinha possui alto teor de carboidrato simples. Sua ingestão é de rápida absorção, podendo elevar a glicose, além de apresentar elevada densidade calórica”, explica.
A recomendação é consumir entre uma e duas colheres de sopa por dia. Para reduzir o impacto glicêmico da refeição e aumentar a saciedade, Adenilce orienta combinar a farinha com proteínas e alimentos ricos em fibras, como legumes, verduras e saladas.
Outras opções
Símbolo da cultura amazônica e nortista, a farinha dificilmente deixa de estar presente no prato de quem vive na região. Ainda assim, para quem deseja variar a alimentação ou reduzir o consumo da farinha de mandioca, existem alternativas nutricionalmente interessantes.
“Para quem busca variar o cardápio ou reduzir o consumo da farinha de mandioca, pode substituir por farinha de aveia, rica em fibras solúveis, farinha de linhaça e farinha de amêndoas, que contêm proteínas e fibras”, afirma.
Essas opções costumam ser utilizadas de forma diferente da farinha tradicional. Em vez de serem consumidas como acompanhamento seco, podem ser incorporadas às preparações, como crostas para peixes e frango, ou adicionadas a saladas, vitaminas e outras receitas, enriquecendo o valor nutricional das refeições.
Alívio para desconforto
Além de favorecer picos de glicose e contribuir para o ganho de peso quando consumida em excesso, a farinha também pode provocar desconfortos digestivos, como constipação intestinal, sensação de estufamento e desconforto abdominal, principalmente quando a alimentação é pobre em fibras e água.
Caso esses sintomas sejam frequentes, a orientação é procurar avaliação de um profissional de saúde. Em episódios pontuais, porém, alguns alimentos e bebidas podem ajudar a aliviar os sintomas.
“Chá de hortelã, alecrim e camomila promovem relaxamento muscular do trato gastrointestinal e aliviam a sensação de estufamento e queimação. O gengibre ativa as enzimas digestivas e acelera o esvaziamento gástrico. Mamão e abacaxi também auxiliam na digestão”, orienta a professora.
Com informações da assessoria
























































