Por Otto Franco de Oxum*
As religiões de matrizes africanas trazem representações ancestrais muito antigas. São relações sagradas que manifestam-se a partir das forças/elementos da natureza e valores humanos, como a justiça e o amor, por exemplo. Possuindo assim, cada divindade um sentido, simbologia e características próprias.
Na tradição Iorubá cultuada nas diversas casas de candomblé, os Orixás são estes ancestrais africanos, constituindo assim diversas práticas ritualísticas para cultuá-los. Oxum, por exemplo, uma divindade ancestral feminina, traz a simbologia das águas doces, do ouro, domínio dos rios e cachoeiras, fertilidade e, também, por isso é reconhecida por Orixá do Amor.
Trouxemos estas informações iniciais para apresentar e desanuviar informações errôneas que geram muitas práticas de discriminação e cenas de intolerância religiosa. Cultuar os Orixás tão somente é celebrar as relações do mundo em que vivemos na perspectiva de troca de energias e emanar positividade para todos, independentemente das diversas designações, respeitando-as, da mesma maneira que desejamos o respeito
Mãe Walquíria d’Oxum, integrante do Conselho Religioso da Casa de Oxumaré e mãe de santo há quase 60 anos, conta, durante um evento, sobre os atributos principais da orixá e sua importância para o Candomblé. Segundo ela, Oxum, por ser associada a água doce, é a senhora das águas da vida, já que a substância é essencial para a perpetuação dos seres vivos no planeta. “Ela é dona da fertilidade, protetora do amor, inventora do Candomblé, é menina dos olhos de Oxalá [orixá que está acima dos demais na hierarquia divina]. Oxum é a rainha das águas doces, sem ela ninguém vive”, conta a mãe de santo.
O Balaio de Oxum
Entre as muitas formas que temos para cultuar, escolhemos O Balaio, que nada mais é que UM PRESENTE ofertado à Oxum. Consiste no adorno de um balaio artesanal para preencher com os elementos que pertencem a esta Orixá: Omolucum e o Ipeté, que são comidas preparadas à base de feijão fradinho (omolocum) e inhame (ipeté), rosas e flores, espelhinhos, manjá, doces, frutas finas, perfumes e ervas. Algumas pessoas colocam brinquedinhos, espumantes… tudo que vier a mais é definido pela devoção do filho que vai oferecer o Presente a ela.
Enquanto o balaio é preparado, o clima de alegria mistura-se com a expectativa da entrega. Cantos, danças, agradecimentos, promessas e muita alegria são os elementos marcantes que tornam o presente algo vivo e de total ligação com o sagrado.
01. Organização e Participação das Atividades
Organização dos adornos
1.2 Preparação dos presentes
1.3 Concentração e Saída na Casa d’ Oxum
1.4 Cortejo até a Balsa Amarela, saida da embarcação e chegada à praia para os ritos de entrega.
1.5 Café da Manhã na embarcação.
02. Aquisição do Balaio
Ao adquirir o Balaio (via WhatsApp), o participante tem direito ainda ao KIT contendo 01 camisa personalizada, 01 caneca, 01 perfume atrativo e pulseira de acesso à embarcação e ao café da manhã.
03. O rito de entrega do Balaio
Chegada à praia, a organização dos balaios, iluminação e roda de cantos à Oxum, tomar o banho de ervas e retornar à embarcação com destino ao Mercado Adolpho Lisboa (dispersão).
04. Almoço Casa de Oxum
A partir das 12h, na Casa d” Oxum, seguirá com almoço dançante com a participação de grupos culturais de coco, samba,, capoeira e maracatu.
R$ 60,00 Pulseira do Almoço/R$ 60,00 Camisa

(*) Otto Franco de Oxum
Professor de Educação Física, pesquisador de jogos e brincadeiras tradicionais, manifestações da cultura popular e religiões de matrizes africanas.
Filho de Oxum Karê, iniciado por Ayracemiy – Maria José de Xangô Airá e Dunduregi Silvio de Obaluaiyê, em 2012, tendo recebido Oyé em 2020 no Ilé Asé Ijibonan Ijidewi, por Dunduregi Silvio.
As informações neste artigo são de responsabilidade do autor.





























































