Fruta que a cada dia cai mais no gosto do consumidor, a pitaya vive um crescimento exponencial, principalmente por ser uma cultura nova, com grande valor agregado, e que dá frutos no mesmo ano, viabilizando sua produção por 10, 15 anos. A produção da fruta no Amazonas é apoiada pelo Governo do Estado, por meio do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Amazonas (Idam).
De fácil produção, a pitaya – da família Cactaceae – pode ser plantada em qualquer ambiente, como áreas de capoeira e degradadas.
O diretor-presidente do Idam, Daniel Borges, explicou que, apesar de ser uma cultura nova para o produtor e agricultor, a cultura já tem mostrado sua força. “Nós, enquanto Idam, temos acompanhado a expansão da cultura, principalmente por ser o órgão que o produtor busca tirar suas dúvidas e absorver as técnicas necessárias para o cultivo”, pontuou.
Com 1 hectare de área plantada no município de Manaquiri (distante 60 quilômetros de Manaus), o engenheiro agrônomo Selmo Andrade da Costa tem o apoio do Idam para tocar sua produção.
“Se formos para o adubo, quando eu comecei o cultivo, há três anos atrás, o adubo custava R$ 150, hoje custa R$ 500. Usamos em 1 hectare, o equivalente a 350 quilos de potássio. Hoje vendemos absolutamente tudo que colhemos. É um pouco caro para começar, mas ela se torna rentável no primeiro ano, e as mudas têm um bom tempo de vida”, disse Selmo.
Questionado pela margem de lucro, apesar de vender tudo que produz, Selmo explicou que, por ser uma cultura nova no Amazonas, ainda é cedo para falar sobre a margem de lucro dos produtores. “Os cultivos são muito recentes, é difícil falar sobre lucro. Mas é rentável sim, mas posso dizer que o quilo da pitaya baixou, e ainda assim consigo vender de R$ 6 a R$ 10 o quilo”, pontuou.



























































