Uma estudante do curso de Arquitetura da Estácio está por trás de um projeto que busca transformar a construção civil, um dos setores mais poluentes do país. O Thermoblockwall, criado pela aluna, é um novo tipo de bloco que utiliza resíduos como garrafas PET e pneus em sua composição, tornando o material mais sustentável, eficiente e acessível para as obras.
Criado a partir da experiência da estudante, que atua no setor há 14 anos, o Thermoblockwall é a resposta para a falta de materiais modernos e a escassez de profissionais qualificados. O projeto, já alinhado visa simplificar o processo de construção e reduzir os custos e o desperdício.
Segundo a estudante da Estácio, Marília Lilia Vieira, a composição do bloco utiliza resíduos de construção civil e outros subprodutos como vidro, garrafa PET, pneus, tecido e fibras naturais. “O projeto também prevê o uso de revestimentos sustentáveis, feitos a partir de móveis descartados, garantindo zero emissão de CO2 na composição. A ideia é transformar o que seria lixo em um material de alto valor, contribuindo para cidades mais limpas e uma economia circular”, explica.
Além disso, o Thermoblockwall oferece um sistema de rodapé embutido, um detalhe que agrada arquitetos e designers de interiores por sua estética limpa e funcional. “As paredes construídas com o bloco são termoacústicas, impermeáveis e não exigem reboco, pois as guias de encaixe garantem um alinhamento perfeito, deixando a superfície pronta para receber o revestimento”, cita Marília. O bloco também facilita a passagem de instalações elétricas e hidráulicas, eliminando o “chumbamento” e simplificando a manutenção em caso de vazamentos.
Para a professora do curso de arquitetura, Polyana Franco, é importante para a instituição de ensino incentivar os alunos a desenvolverem projetos que não apenas apliquem o conhecimento técnico, mas que também tenham um impacto real e positivo na sociedade. “O projeto Thermoblockwall é um exemplo de como a inovação acadêmica pode oferecer soluções concretas para os desafios do mercado de trabalho e do meio ambiente”, afirma.
Mais Praticidade, Menos Custo
Marília comenta também que o design do Thermoblockwall foi pensado para combater a falta de mão de obra qualificada no mercado. “Sua estrutura garante o prumo e o esquadro sem a necessidade de uma colher de pedreiro, tornando a obra mais rápida e intuitiva. A facilidade de manuseio e de corte reduz o desperdício, gerando uma obra mais limpa”, garante. Segundo a estudante o projeto dispensa também uso de madeira para caixarias do transporte do bloco, o que ajuda também na locomoção.
Para a desenvolvedora, o projeto pode gerar uma economia de até 92% em obras brutas, permitindo que os clientes invistam mais em acabamentos e personalização. “Com um projeto em mãos e a orientação de um profissional como um engenheiro ou arquiteto, o novo bloco possibilita até mesmo que pessoas sem experiência, no conceito de “faça você mesmo”, possam construir suas próprias casas”, indica.
Com informações da assessoria























































