O psicológico e coordenador-geral da Articulação Amazônica dos Povos e Comunidades Tradicionais de Terreiro de Matriz Africana (Aratrama), babalorixá Alberto Jorge, informou nesta quarta-feira (17/08) que a Aratrama e demais organizações de Casas de Axé de Manaus reuniram-se com a candidata a vice-governadora na chapa com Eduardo Braga, a enfermeira Anne Moura (PT).
“É a primeira reunião de uma candidatura majoritária que se dispõe a conversar com “macumbeiros”. A Aratrama está buscando dialogar institucionalmente com todos os candidatos, sejam majoritários ou proporcionais (presidente, governador, senador, deputado federal, deputado estadual).
Alberto Jorge ressaltou que a Aratrama está aberta a ouvir todos os candidatos ao Governo do Amazonas. “Nossa Aratrama Amazonas definiu apoio à candidatura a deputado estadual do Dj Evandro Jr., mas todos os candidatos sensíveis a causa da igualdade racial, da laicidade do Estado, do combate aos crimes de ódio racial e religioso, que quiserem debater suas propostas conosco, estamos abertos para fazermos rodas de conversas e debates”, comentou.
“Queremos exercer com dignidade e liberdade o diálogo franco, aberto e respeitoso. Estamos apresentando nossas propostas de criação e efetivação de políticas públicas para Povos e Comunidades Tradicionais de Terreiro de Matriz Africana”, disse Alberto Jorge.
Alberto Jorge salientou que os representantes dos Terreiros de Matriz Africana não apenas declaram apoio à candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como também cobraram melhorias nas ações e políticas públicas voltadas ao segmento no Amazonas. “Nós não fizemos uma fala de apoio ao Lula. Nos colocamos num posicionamento dialético de cobranças. Fizemos uma avaliação mostrando onde os governos Lula e Dilma erraram. Deixamos evidente que para nós de terreiros, os 13 anos de governo PT deixaram um déficit muito grande na segurança alimentar e nutricional, no incentivo, no fortalecimento de instituições de terreiro”, comentou Alberto, ressaltando.
“Nas nossas ações culturais. Apesar de todos os contatos, de todas as conversas que tivemos com ministros, muito pouco se avançou em termos das políticas lançadas pelo governo PT. E que nós, de terreiros do Amazonas, não queremos mais que outros estados falem por nós. Nós queremos falar, nós queremos dizer. Nós temos as nossas demandas, nossas necessidades e queremos ser ouvidos”, finalizou.























































