“Enquanto houver vida neste mundo em chamas, haverá histórias a serem narradas, lidas e ouvidas. Não vivemos apenas no real, vivemos também no imaginário, nos sonhos, na literatura, nas artes, no teatro, essa arte viva, na experiência mística. Vivemos também no devaneio.”
Com essas palavras, o escritor amazonense Milton Hatoum selou a sua entrada oficial na Academia Brasileira de Letras, nesta sexta-feira (24).
Em um discurso focado na função humanizadora da literatura e na resistência do imaginário, o romancista, que acumula mais de meio milhão de obras vendidas e livros traduzidos em 17 países, também exaltou a educação pública como o alicerce fundamental para a consciência crítica brasileira.
O novo ocupante da cadeira 6, vaga desde a morte de Cícero Sandroni, foi recebido pela Acadêmica Ana Maria Machado. “Milton Hatoum oferece uma análise sutil, cheia de camadas inteligentes, sofisticadas e corajosas, relacionando pontos distintos, numa argumentação bem informada que ilumina nuances até então impensadas pelo entrevistador. Não foge do tema. Mas se recusa a ser porta-voz não nomeado de estereótipos alheios.”
Presidente da ABL, o Acadêmico Merval Pereira celebrou a chegada do novo imortal à Casa: “O maior escritor brasileiro vivo é um romancista de primeira ordem”, afirmou.
A cerimônia de posse pode ser assistida pelo canal da ABL no YouTube.

























































