O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) deflagrou nesta terça-feira (17) a segunda fase da operação Militia, com apoio da Polícia Civil, e cumpriu dois mandados de prisão — um em Manaus e outro em Borba — e cinco de busca e apreensão — quatro na capital e um no interior.que tem como objetivo desarticular um grupo criminoso formado por policiais militares em Manaus.
Na oportunidade, o promotor de Justiça Armando Gurgel dará detalhes sobre a segunda fase da Operação Militia, deflagrada nesta quarta-feira, que resultou na prisão de dois investigados (em Manaus e Borba) e no cumprimento de cinco mandados de busca e apreensão.
A operação desarticulou núcleo criminoso que utilizava contas bancárias abertas de forma fraudulenta para lavar recursos oriundos de extorsões, inclusive em nome de um perito da Polícia Civil, vítima do esquema.
Sob coordenação da 60ª Promotoria de Justiça Especializada no Controle Externo da Atividade Policial e Segurança Pública (Proceapsp), a ação visa desarticular um núcleo criminoso investigado por utilizar contas bancárias abertas de forma fraudulenta para lavar dinheiro oriundo de extorsões.
Durante entrevista coletiva realizada na sede do MPAM, o promotor de Justiça Armando Gurgel Maia, titular da 60ª Proceapsp, destacou que, com as duas prisões de hoje — entre elas, a de um policial militar reformado —, a operação chega a 11 pessoas detidas desde a primeira fase, em julho.
O promotor ressaltou que o nome de um perito da Polícia Civil foi utilizado de forma fraudulenta em uma das contas de passagem dos valores extorquidos. “Havia forte suspeita desde o início de que o perito não tivesse nenhuma participação, o que se confirmou. Ele colaborou imediatamente com a investigação, contribuindo para a elucidação dos fatos”, afirmou.
Balanço
Na ação, foram apreendidos equipamentos eletrônicos que, segundo o MP, são fundamentais para rastrear a movimentação financeira ilícita. “Foram coletados elementos digitais importantes para comprovar a criação fraudulenta de contas e a transferência de valores de forma eletrônica”, completou o promotor.
A investigação também aponta a prática de crimes como extorsão mediante sequestro, falsidade documental, estelionato e lavagem de dinheiro. O grupo investigado seria responsável por abrir contas em nomes de terceiros, muitas vezes também vítimas.
Papel do MP
Questionado sobre o fato de as vítimas terem procurado diretamente o MPAM, o promotor destacou a confiança da população na instituição. “O Ministério Público é a casa da sociedade amazonense. Temos diversos canais de denúncia, inclusive pela internet, e estamos preparados para acolher e encaminhar cada notícia de ilegalidade. As vítimas se sentiram seguras em nos procurar e isso reforça nosso papel de proteção”, exaltou.
Relembre o caso
Em julho, o Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) deflagrou a operação “Militia”, com objetivo de investigar o envolvimento de policiais e de um perito com formação de milícia e crimes de roubo e extorsão mediante sequestro. A coordenação foi de responsabilidade da 60ª Promotoria de Justiça Especializada no Controle Externo da Atividade Policial e Segurança Pública (Proceapsp), com mobilização de 150 policiais e apoio do Centro Operacional de Inteligência, Investigação e Combate ao Crime-Organizado (Caocrimo) e das Polícias Civil e Militar do Amazonas.
Milícia: Policiais são presos por roubo, extorsão e sequestros em Manaus


























































