Por Rodrigo Froés
“No Amazonas só tem mato, bicho e rio”
Diz o homem branco, aquele que nunca viu.
Vem cá maninho, deixa te falar
Minha terra tem mais que mato, por onde anda o boitatá.
Um lugar rico, gostoso mesmo de se viver
O Folclore tem belas lendas, é o que você vai ver.
O canto da Iara ouvir,
Com o boto se encantar,
Do curupira fugir
Se os animais tentar caçar.
Mas falando da cidade, minha Manaus querida,
Meu Porto de Lenha, de gente aguerrida.
Cidade sorriso, vivo a te contemplar
Anuncio ao mundo e conto sua História
Ah, como eu amo aqui morar.
E o Teatro Amazonas, então?
Majestoso, imponente, colossal
Legado do povo da borracha
Beleza sem igual.
Meu povo é guerreiro,
caboclo, indígena e ribeirinho,
com dureza e sofrimento,
a liberdade conquistou,
miscigenar que encanta uma nação,
no dois pra lá e dois pra cá,
esse é o ritmo do meu lugar
Por outro lado, se não gosta daqui
Vou logo te avisando fique longe do jaraqui
Pois diz um grande ditado:
Que quem come jaraqui não sai mais daqui.
Mas se está só de passagem
Venha se deliciar
Tem rio que não se mistura
Praia de água escura
Tacacá pra tomar na cuia
Açaí com tapioca,
pirão com tambaqui
Tucumã e pupunha
São especiarias daqui.
E depois de o bucho encher
Aquele cochilo tirar
No balançar de uma rede
É cultura popular.
Para os amantes da natureza
O pôr do sol podem contemplar
E quem não gosta de calor
A chuva pode vir te visitar
E não é qualquer chuvinha não
Por aqui se chama toró
Porque o Amazonas é pard’égua que só.
Texto: Amazonas é pard’égua que só
Autor: Professor Rodrigo Froés
Trecho faz parte do livro Aventuras Manauaras, da Editora Fonte de Papel.




























































