O calendário nacional de vacinação infantil passou por importantes atualizações promovidas pelo Ministério da Saúde, ampliando a proteção contra doenças graves e fortalecendo a prevenção nos primeiros anos de vida.
Entre as principais novidades estão a substituição definitiva da tradicional vacina oral contra a poliomielite, conhecida como “gotinha”, pela versão injetável, a incorporação da vacina Pneumocócica 20-valente (VPC20), a adoção da vacina Meningocócica ACWY como reforço aos 12 meses e uma estratégia nacional para prevenir infecções causadas pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal responsável pela bronquiolite em bebês.
Segundo a médica pediatra e professora do curso de pós-graduação da Afya Educação Médica, Vanessa Mendes, as mudanças acompanham os avanços científicos e representam um importante ganho para a saúde infantil.
A especialista reforça que as alterações ampliam significativamente a cobertura contra agentes causadores de doenças potencialmente graves. “A nova pneumocócica protege contra o dobro de sorotipos da bactéria que causa pneumonia, meningite e otite. Já a introdução da Meningo ACWY no lugar da Meningo C expande a proteção de apenas um para quatro tipos diferentes de meningite bacteriana de uma só vez. Na prática, isso se traduz em menos internações, menos complicações e um escudo muito mais forte nos primeiros anos de vida, que são os mais vulneráveis”, explica.
Vanessa Mendes destaca a importância de pais e responsáveis conferirem regularmente a caderneta de vacinação dos filhos, mesmo quando acreditam que todas as doses estejam em dia.
“Como o calendário evolui rapidamente para acompanhar a ciência, uma criança pode passar a ter direito a um novo reforço recomendado para sua faixa etária. Todos os pais com filhos de até 14 anos devem levar a caderneta ao posto de saúde para que a equipe de enfermagem faça uma triagem detalhada”, orienta.
A pediatra também tranquiliza as famílias que perderam alguma dose prevista no calendário. “Vacina atrasada não significa vacina perdida. Nós nunca reiniciamos um esquema do zero. Apenas completamos as doses que faltam. Portanto, os responsáveis devem levar as crianças até um posto de saúde para avaliação”, ressalta.
Segurança das vacinas – A especialista acrescenta, ainda, que as vacinas disponibilizadas pelo Programa Nacional de Imunizações passam por rigorosos processos de avaliação antes de serem incorporadas ao calendário. “Os efeitos adversos mais comuns são leves, como dor no local da aplicação, vermelhidão, febre baixa e um pouco de irritabilidade, que desaparecem em até 48 horas. As contraindicações verdadeiras são raras e restritas a crianças com histórico de reações alérgicas graves a doses anteriores ou com imunossupressão severa no caso das vacinas de vírus vivos atenuados. Resfriados leves, coriza ou uso de antibióticos, na maioria das vezes, não são contraindicações à vacinação.”, explica.
Outro desafio apontado pela médica é o impacto das notícias falsas sobre a adesão à vacinação. “O maior deles é a falsa associação entre vacinas e o autismo, originada de um estudo fraudulento da década de 1990 que já foi totalmente desmascarado por pesquisas massivas ao redor do mundo. Outro receio é achar que dar várias vacinas no mesmo dia sobrecarrega o organismo do bebê. O sistema imunológico das crianças lida com milhares de desafios diários; os antígenos das vacinas representam apenas uma pequena fração desse trabalho e são seguros”, afirma.
Vanessa Mendes alerta que a queda na cobertura vacinal preocupa profissionais de saúde e pode favorecer o retorno de doenças que já estavam controladas no país.
“Quando a cobertura vacinal cai, perdemos a chamada imunidade coletiva. O maior perigo disso é o retorno de doenças graves que já considerávamos controladas ou erradicadas no Brasil, como o sarampo e a própria poliomielite. Vacinar não é apenas uma escolha individual de proteção para o seu filho, é um compromisso de responsabilidade social com todas as crianças do país”, conclui.
Atendimento gratuito – Em Manaus, a Afya Educação Médica oferece atendimento gratuito em várias especialidades, incluindo Pediatria. O serviço é parte das atividades práticas dos cursos de pós-graduação.
Os atendimentos, por agendamento, são realizados na sede da instituição, na avenida André Araújo, 2767, bairro Aleixo.
A Afya de Manaus conta com uma estrutura premium, que reúne sete salas de aula, 18 ambulatórios e duas salas para pequenos procedimentos. Os interessados podem entrar em contato pelo número (92) 99379-9297 para verificar a disponibilidade de vagas e realizar o agendamento.
Com informações da assessoria























































