Por Jesem Orellana*
Vamos aos fatos:
1 – Cientificamente falando e de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), até hoje (Jan de 2022), não existe droga específica que cure a COVID-19 ou que reduza dramaticamente contágios novos e, menos ainda, mortes;
2 – As vacinas contra síndromes gripais, como é o caso da COVID-19 e outras que usamos há décadas, jamais foram projetadas com o objetivo de evitar totalmente infecções/contágios, já que na prática, isso passaria a ser um milagre científico ainda não alcançado. O principal objetivo dessas vacinas, sempre foi PREVENIR A MAIORIA ABSOLUTA DOS CASOS GRAVES E MORTES. As vacinas contra a COVID-19 foram testadas com essa finalidade e os dados do mundo real mostram exatamente esses efeitos positivos, uma vez que salvam vidas, independentemente, da idade, das variantes e do tipo de pensamento. Aliás, dados do mundo real e em diferentes continentes, mostram que quem não tomou ou está com o esquema vacinal incompleto contra a COVID-19 é que, nesta fase da pandemia, está ocupando quase todos os leitos hospitalares (casos graves) e, principalmente, de UTI ou morrendo, infelizmente;
3 – O caso de Manaus (Brasil) talvez seja um dos mais emblemáticos e mostra de forma clara e com base em fatos (Veja figura 1) que sem a vacina e usando drogas sabidamente ineficazes contra a COVID-19 (Ivermectina/Cloroquina/Hidroxicloroquina e outras) tivemos incontroláveis explosões de mortes. No entanto, já sob o efeito de vacinas e independente do fabricante/tipo de vacina, vimos uma espetacular redução de mortes por COVID-19 ou uma queda de aproximadamente (((((50 vezes))))), em comparação ao mesmo período de anos anteriores.
Use máscara, evite aglomerações e, sobretudo, valorize a ciência, os fatos e a vacina que está salvando a vida de muitas crianças em países que fazem seu uso há mais tempo que o Brasil!
(*) Jesem Orellana – Jesem Orellana é epidemiologista da Fundação Oswaldo Cruz desde 2006, tem graduação em Enfermagem, mestrado em Saúde Pública e doutorado em Epidemiologia. É revisor de periódicos nacionais e internacionais e tem artigos e capítulos de livro publicados em diversas revistas e editoras do Brasil e do exterior. Também tem atuado, desde fevereiro de 2020, em projetos, consultorias e produção de diferentes materiais de cunho científico sobre a epidemia de COVID-19 no Brasil, em especial em Manaus, além de ter fornecido centenas de entrevistas para a imprensa nacional e internacional.
As informações neste artigo são de responsabilidade do autor.





























































