O ribeirinho e fazendeiro Agenor Tupinambá, de 24 anos, postou texto nas suas redes sociais informando ter conseguido manter consigo a capivara Filó após ser multado pelo Ibama. O influencer fez um post collab no Instagram com o deputado federal Felipe Becari, na noite desta quinta-feira (20), relatando o que pode ser o desfecho do caso.
“Vitória! Da razoabilidade, da coerência, do que é correto! A Filó vive em seu habitat natural e, por isso, não será mais removida e entregue às autoridades! Isso nos deixa extremamente felizes diante do esforço que tivemos, mas também cientes que algumas informações devem receber a atenção de todos vocês após esse caso que tanto repercutiu”, escreveu o deputado.
De acordo com o texto, Becari e Agenor alertam para a importância de campanhas educativas sobre tráfico de animais silvestres e reforça que esse não é o caso do filhote de Agenor. “Nesse caso específico, o animal vive em seu habitat natural, não foi tirado, nem encarcerado e, embora algumas condutas devam ser ajustadas (como o tipo de conteúdo produzido), ela está lá e assim continuará, pois vive em liberdade”, diz a nota.
Por fim, Becari deixou uma mensagem ao criador de conteúdo: “Pode dormir tranquilo, Agenor. A Filó continuará vivendo em seu habitat natural que tanto ama e está adaptada”.
Quem é Agenor?
Agenor Tupinambá, que ficou conhecido mostrando sua rotina ao lado da capivara Filó e que foi denunciado por suspeita de abuso, maus-tratos e exploração animal, usou suas redes sociais para se defender das acusações. O jovem teria que entregar o animal ao Ibama e pagar uma multa de R$ 17 mil. Ele se defendeu das acusações, afirmando que fez de tudo para preservar a vida de Filó, um filhote que vive com ele desde que nasceu. Após a repercussão, o influencer ganhou apoio de famosos.
Agenor mora numa fazenda em Autazes, no interior do Amazonas. De lá, ele mostra sua rotina com vários animais, inclusive Filó, que nasceu quando indígenas da região caçaram uma capivara sem saber que ela estava grávida. O primo de Agenor deu o filhote para ele, e o animal vive livre na fazenda do criador de conteúdo, onde ele compartilha sua rotina.
Ibama
O Ibama divulgou nota no início da noite de ontem informando que não retirou nenhum animal da fazenda de Agenor e que primeiro os técnicos irão ao local realizar diligências para colher informações técnicas das condições dos animais que lá habitam. Após os laudos técnicos, o Ibama diz que irá tomar providências no caso.
Veja a nota na íntegra:
Brasília (20/04/2023) – Durante operação de combate a irregularidades relacionadas ao uso da fauna silvestre realizada em todo o país, o Ibama identificou perfis em redes sociais nos quais está caracterizada exploração indevida de animais.
Uma delas, feita no dia 18 de abril, ganhou repercussão nacional, – o caso do influenciador digital Agenor Tupinambá.
O jovem estudante de agronomia ficou conhecido por publicar vídeos em que interage com animais silvestres da Amazônia como cobras, capivara, preguiça-real, paca, papagaio, entre outros.
Ao analisar o conteúdo das redes sociais do estudante, agentes ambientais do Ibama constataram que os animais eram retirados da vida livre e exibidos em situações incompatíveis com os hábitos das espécies como por exemplo banho com produtos de higiene humana, uso de roupas e ornamentos.
Devido a essas publicações onde Agenor aparece interagindo com animais silvestres, ele foi autuado por quatro motivos:
1 – Morte de uma preguiça-real, situação confirmada por Agenor;
2 – Prática de maus-tratos contra animal silvestre (preguiça real);
3 – Uso de espécimes da fauna silvestre sem a devida permissão de autoridade competente (capivara e papagaio);
4 – Exploração da imagem de animal silvestre mantido em situação de abuso (capivara) e irregularmente em cativeiro.
Ao autuar o jovem por práticas proibidas na legislação ambiental, o Ibama cumpre o papel de resguardar a fauna silvestre brasileira. A divulgação de imagens do uso de animais selvagens como animais domésticos estimula a vontade de as pessoas retirarem esses animais do seu habitat natural e, principalmente, incentiva o tráfico de animais silvestres.
Diante da situação, internautas saíram em defesa do jovem por acreditarem, com base no senso comum, que os animais estariam sendo bem tratados. No entanto, a introdução de hábitos típicos de ambiente doméstico em espécies silvestres inviabiliza capacidade de sobrevivência na natureza.
O Ibama defende, por determinação legal, que animais silvestres sejam mantidos em vida livre, onde prestam serviços ambientais de importância incalculável para a manutenção de um meio ambiente equilibrado.
É bom esclarecer que o jovem foi multado pela morte da preguiça-real que estava em sua posse, fato vastamente divulgado nas redes sociais. Outra notificação do Ibama ao jovem foi o uso de imagens de animais silvestres com monetização pelas redes.
O Ibama não retirou até o momento nenhum animal que está em posse de Agenor Tupinambá. O Ibama irá, primeiramente, realizar uma diligência para averiguar o estado de saúde e condições dos animais. A partir de laudos técnicos dos fiscais, o Ibama tomará as medidas legais cabíveis.
Também é importante deixar claro que por mais que as pessoas acreditem estar tratando bem um animal silvestre, mesmo que ele tenha sido resgatado, está indo de encontro a natureza do animal, que é de conviver com os seus em liberdade.
No caso de resgate de animais silvestres encontrados na natureza machucados ou filhotes, é necessário comunicar a posse para as instituições competentes e, assim, definir com base na lei o destino do animal silvestre.
Assessoria de Comunicação do Ibama
Com informações da Quem e assessoria.





























































