Após uma noite marcada por enredos que exaltaram a cultura amazônica, personagens históricos e temas de forte identidade regional, as escolas de samba do Grupo Especial de Manaus aguardam agora o momento decisivo: a apuração das notas, que acontece nesta segunda-feira (15/02), às 14h, no Sambódromo.
Os jurados avaliaram quesitos como enredo, evolução, harmonia, bateria, comissão de frente, alegorias e fantasias. A expectativa é grande entre as torcidas, que lotaram as arquibancadas no sábado (14/02) para acompanhar os desfiles que avançaram pela madrugada até o amanhecer.
Antes do anúncio da campeã do Grupo Especial, às 10h ocorre a apuração dos grupos de acesso A e B, quando serão definidas as duas escolas que subirão à elite do carnaval baré em 2027.
O que cada escola levou para a avenida
Presidente Vargas abriu os desfiles com o enredo “Com Uma Flecha e Um Sonho: Isabelle Nogueira, a Força da Mulher Amazônica”. A escola apresentou a trajetória de Isabelle como símbolo da força feminina da floresta. A guerreira cunhã surgiu no carro abre-alas e retornou no encerramento, arrancando aplausos da torcida. A bateria veio forte, conduzida pela princesa Jamilly Januska, em seu primeiro ano no posto.
Andanças de Ciganos, celebrando 50 anos, apresentou o enredo “Os Ciganos Contam Suas Andanças – 50 anos de história”. A escola levou à passarela elementos da cultura cigana, espiritualidade e tradição sob a proteção de Sara Kali. Figurinos vibrantes e uma evolução segura marcaram a estreia no Grupo Especial.
A Grande Família apostou no enredo “Maracanaú – O Galo Faceiro e o Chamado de São João”, trazendo para Manaus o clima nordestino das festas juninas. A escola misturou cores quentes, referências culturais e uma bateria empolgante, em um desfile que marcou a despedida da rainha Arleane Marques à frente do posto.
Reino Unido da Liberdade apresentou “Salve os caboclos da floresta! Da Coroa de Vodum aos contos do Mestrinho”. A escola levou para a avenida a ancestralidade cabocla do Morro da Liberdade, com destaque para a comissão de frente coreografada e alegorias que exaltaram os saberes tradicionais e a espiritualidade amazônica.
Mocidade Independente de Aparecida emocionou com o enredo “Do Velho ao Novo: para sempre Airão”. O desfile conduziu o público por uma viagem histórica, retratando o passado e a reconstrução de Airão, destacando superação e resistência cultural.
Vila da Barra mergulhou no universo artístico com “A Ópera dos Imortais”, inspirado nos mistérios e na imponência do Teatro Amazonas. A escola trouxe alegorias grandiosas e elementos cenográficos que remetiam ao mundo lírico e ao imaginário sobrenatural.
Vitória Régia apresentou “O Filho da Ilha que encanta o Amazonas”, homenageando o ex-prefeito de Parintins Bi Garcia e celebrando a cultura do boi-bumbá. O desfile uniu samba e referências ao Festival de Parintins, com forte identidade popular.
Encerrando já com o amanhecer, a Unidos do Alvorada levou à avenida o enredo “Uma estrada, uma vida, um sonho: o alvorecer da BR-319”. A escola abordou a importância histórica e econômica da rodovia que liga Manaus a Porto Velho, destacando o sonho da integração terrestre do Amazonas.
































































