Sem diálogo com o governador do Amazonas, Wilson Lima (UB), os escrivães e investigadores da Polícia Civil decidiram na noite de ontem (30/06), em Assembleia Geral, por paralisar as atividades em todo o estado. A informação foi confirmada pelo presidente em exercício do Sindicato dos Servidores da Polícia Civil do Amazonas (Simpol-AM), Renato Bessa.
Segundo o presidente Bessa, o motivo da greve se dá pelo atraso no pagamento da última parcela do escalonamento e pela não liberação das promoções dos policiais civis atrasadas desde 2011. A paralisação, por tempo indeterminado, ocorrerá a partir do dia 8 de julho. “A categoria decidiu pela deflagração da greve e estamos tomando todos os procedimentos legais. Só funcionarão os serviços essenciais, como determina a lei, como por exemplo o atendimento em flagrante delito”, informou o sindicalista.
Um dos líderes da mobilização em defesa dos direitos trabalhistas dos policiais, investigador James Figueiredo, disse que a intenção dos agentes não é causar prejuízos à população, mas a categoria não aceita o tratamento ofertado pelo Governo do Estado. “O Governo discriminou esta classe. Está de birra com investigadores e escrivães. Dinheiro tem de sobra. Tem receita de 8,9 bilhões a mais, não alcançou o limite prudencial da lei de responsabilidade fiscal, mas não quer fazer o cumprimento de lei. Não estamos pedindo aumento de salário. Estamos pedindo o cumprimento de lei”, disse James.
Desde o dia 25 de maio, policiais civis do Amazonas se mobilizam contra o governador do Amazonas o qual é cobrado pelo cumprimento do que determina a Lei 4576/18, que assegurou a adequação salarial dos escrivães e investigadores em 5 parcelas, sendo que uma foi paga imediatamente, ainda em 2018. Sobraram quatro parcelas para os anos de 2019, 2020, 2021 e 2022.
As informações são do 18 Horas/Rádio Mix FM.


























































