Depois de promover várias aglomerações com inaugurações de árvore de Natal, de presépios natalinos, entre outras festividades, o prefeito David Almeida (Avante) recuou, nesta sexta-feira (17/12), da decisão de promover a queima de fogos do Réveillon de Manaus. David havia mantido o show pirotécnico nos 12 pontos onde a Prefeitura de Manaus iria realizar a tradicional festa da Virada de Ano-Novo.
Em nota distribuída à imprensa, o prefeito, agora, alega que a medida é para combater o “aumento no número de casos de Influenza tipo A sazonal (H3N2)”. Manaus vem registrando aumento de novos casos de Covid-19 e de Influenza há quase dois meses, exatamente, o período em que o chefe do Executivo municipal promoveu uma série de aglomerações na capital, em eventos natalinos.
“Devido ao aumento no número de casos de Influenza e da nova variante do coronavírus, estou anunciando, ouvindo as orientações da ciência e da medicina, o cancelamento a queima de fogos que aconteceria em diversos pontos da cidade na Virada de Ano. A cautela e a prudência são os nossos dois maiores aliados neste momento. Faremos tudo para resguardar a segurança e a saúde da população manauara. Desejo a todos um Feliz Natal e um próspero Ano Novo”, justificou Almeida.
Epidemia
Nesta sexta-feira (17/12), em entrevista ao 18 Horas/Rádio Mix FM, o epidemiologista da Fiocruz Amazônia, cientista Jesem Orellana, alertou que a capital amazonense já enfrenta uma epidemia de Influenza em meio à pandemia da Covid-19, e que a população precisa saber se a nova variante da Influenza, conhecida como Darwin, já circula em terras amazonenses. Manaus registrou de 13 de outubro a 13 de dezembro deste ano o total de 309 casos de Influenza, conforme a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa). Foram realizadas 2.726 coletas para exames em pacientes sintomáticos, com a confirmação de 272 do tipo A sazonal (H3N2) e os outros 37 não foram especificados por subtipo.
“Há diferentes níveis ou graus de processos epidêmicos, desde os de menor espectro até os mais abrangentes como o visto atualmente na cidade do Rio de Janeiro. É bom que fique claro que para caracterizar uma epidemia não é necessário esperar as pessoas adoecerem gravemente ou morrerem em grandes quantidades. Deveríamos ter aprendido isso com a pandemia de Covid-19”, alerta o pesquisador.
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