Manaus viveu nesta quarta-feira (01/10) uma cena de grande comoção: uma onça-pintada macho foi resgatada após nadar por horas no Rio Negro, em um esforço desesperado pela própria sobrevivência. O animal, visivelmente debilitado, foi socorrido por equipes de resgate com apoio de voluntários e autoridades ambientais.
Segundo a deputada estadual Joana Darc (UB), que também é médica-veterinária e acompanha de perto os cuidados com o felino, o quadro do animal é extremamente delicado.
“Essa onça macho superou mais de 8 horas nadando no meio do Rio Negro. Estamos lutando para ela sobreviver e darmos um final feliz para essa história”, relatou a parlamentar.

Estado de saúde
Durante o atendimento emergencial, os veterinários constataram a gravidade dos ferimentos: o animal foi alvejado por arma de fogo e carrega mais de 30 projéteis pelo corpo, além de apresentar dentes quebrados, sangramento intenso e múltiplos traumas. Ainda assim, o instinto de sobrevivência permitiu que o felino resistisse até ser localizado.
“O animal foi alvejado por arma de fogo, encontramos mais de 30 projéteis pelo corpo, dentes quebrados, muito sangue, ferimentos e muito debilitado também! TORÇAM MUITO para ele sobreviver e conseguirmos devolver para a natureza”, apelou Joana Darc.
Caso
Por volta das 15h, a equipe policial recebeu a denúncia de um ribeirinho, relatando que um felino, que tentava atravessar o rio Negro, apresentava sinais de bastante exaustão.
Durante as diligências, os policiais militares improvisaram um dispositivo de flutuação, garantindo que o animal se sustentasse até a chegada de apoio técnico.
Com apoio de um especialista da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e da Secretaria de Estado de Proteção Animal (Sepet), foi realizada a contenção e remoção segura da onça, que foi encaminhada a uma clínica veterinária credenciada.
Mobilização e esperança
O resgate rapidamente ganhou repercussão em Manaus e nas redes sociais, onde centenas de internautas demonstraram solidariedade e esperança na recuperação da onça. A cena reforça não apenas a vulnerabilidade da fauna amazônica frente à ação humana, mas também a necessidade de políticas públicas mais rígidas de proteção ambiental.































































