A delegada titular da Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), Rita Salim, afirmou nesta segunda-feira (1) que vai intimar o motorista de aplicativo acusado de praticar preconceito religioso contra uma família de Duque de Caxias. De acordo com a denúncia, o homem se recusou a levar duas mulheres e duas crianças porque elas estavam vestidas com roupas do candomblé. As informações são do G1.
“Vou oficiar a Uber pra saber quem é o motorista. No registro de ocorrência elas só informaram a placa. Queremos saber se a pessoa que está cadastrada no aplicativo é a mesma que estava dirigindo no dia”, disse Salim.
O primeiro registro do caso foi feito na 59ª DP (Duque de Caxias), mas a investigação foi transferida para a Decradi, que apura uma possível prática de injuria por preconceito religioso. A delegada também vai voltar a ouvir as vítimas.
“Já fizemos contato com a família e esperamos ouvi-las amanhã, novamente. Queremos entender mais detalhes sobre o que esse motorista disse a elas, se ele proferiu algum tipo de ofensa e etc. Se isso aconteceu, a tipificação do crime poderá ser mudada”, completou a delegada.
Câmera flagra preconceito
Uma câmera de segurança flagrou o momento que um motorista de aplicativo recusou levar uma família para um terreiro de candomblé em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, no último final de semana. Segundo Tais, o homem mandou que elas saíssem do carro e arrancou só porque eles estavam com roupas de santo.
“Um constrangimento, um preconceito nunca vivido. Foi doído. Essa nossa roupa é uma conexão direta com a nossa religião. É um momento de paz, de energia e estar conectado realmente com a nossa religião, com o candomblé, e é isso”, comentou Tais.

























































